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Nas Entrelinhas: PF investiga organização suspeita de espionagem e assassinatos ligados ao STJ

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira (28), no quadro Nas Entrelinhas da Rádio Uirapuru, o comentarista Mauro Vinícius de Moraes trouxe informações sobre a operação da Polícia Federal que investiga uma organização criminosa suspeita de praticar espionagem contra autoridades e envolvimento em assassinatos, incluindo o do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023. O grupo, segundo a PF, cobrava valores que chegavam a R$ 250 mil para monitorar ministros do Supremo Tribunal Federal e outros agentes públicos.

A organização, identificada como “C4”, era formada por militares e civis e também estaria envolvida em um esquema de venda de decisões judiciais. De acordo com Moraes, os pagamentos de propina chegavam a milhões de reais e envolviam doleiros, dinheiro em espécie e emissão de boletos falsos. Um dos alvos das investigações é um assessor do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que trabalhou nos gabinetes das ministras Isabel Gallotti e Nancy Andrighi. A operação já está em sua sétima fase e foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal.

Mauro Vinícius destacou que a PF investiga a possibilidade de envolvimento direto de ministros do STJ na venda de sentenças ou a hipótese de que assessores estariam proferindo decisões no lugar dos magistrados. “Ou os ministros estão envolvidos na venda de sentenças, ou os assessores estavam fazendo o papel de ministros”, afirmou o comentarista, apontando que ambas as hipóteses indicam grave comprometimento da segurança jurídica no país.

Segundo Moraes, a partir do celular do advogado assassinado, a Polícia Federal identificou indícios de corrupção e pagamentos a membros do Judiciário. O comentarista também ressaltou que, mesmo com o grau de organização dos suspeitos, a PF conseguiu avançar nas investigações. “A Polícia Federal está fazendo o seu papel republicano, independente da bandeira ou lado”, concluiu.

Ouça o comentário na íntegra: