Nas Entrelinhas: Grupo C4 usava estrutura militar e tecnológica para ações criminosas, diz investigação
Durante sua participação no programa Nas Entrelinhas, da Rádio Uirapuru, nesta quinta-feira (29), o comentarista Mauro Vinícius de Moraes tratou dos novos desdobramentos da operação da Polícia Federal que investiga uma organização criminosa formada por civis e militares da ativa e da reserva. Segundo ele, o grupo se autodenominava C4 e planejava atentados contra autoridades, como políticos e ministros. O nome do grupo, conforme apuração do comentarista, remete ao “Comando de Caça aos Comunistas Corruptos e Criminosos”, organização de ideologia anticomunista com atuação anterior ao golpe de 1964.
De acordo com Mauro Vinícius, entre os serviços realizados pelo grupo estavam ações com armamento pesado, explosivos, uso de hackers, drones, equipes de inteligência e armadilhas com prostitutas. Ele explicou que a atuação da organização só veio à tona a partir da morte de um advogado envolvido em um esquema de venda de sentenças, que teria conexões do Tribunal de Justiça do Mato Grosso até o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ainda segundo o jornalista, documentos apreendidos pela Polícia Federal revelam que o grupo elaborava listas com nomes de possíveis alvos, entre eles o senador Rodrigo Pacheco e ministros do Supremo Tribunal Federal. “As investigações da Polícia Federal evidenciaram que esse grupo criminoso se escondia atrás de uma bandeira ideológica para cometer seus crimes”, afirmou.
Para Mauro Vinícius, o caso, além da gravidade criminal, também tem implicações políticas. Ele destacou que as autoridades citadas como alvos da organização foram aquelas que atuaram para impedir atos antidemocráticos e tentativas de ruptura institucional no país. O jornalista afirmou que novos desdobramentos devem ocorrer e que o caso deve permanecer em destaque nas próximas semanas.
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