Nas Entrelinhas: Facções lucram R$ 146 bilhões com venda de produtos legais, indica estudo
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Segundo o comentarista Mauro Vinícius de Moraes, organizações como PCC e Comando Vermelho movimentaram R$ 146 bilhões em 2022 com a venda irregular de cigarros, combustível, ouro e bebidas, valor quase dez vezes maior que o estimado com o tráfico de cocaína. Os dados citados integram pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre rastreamento de produtos e crime organizado.
Moraes afirmou que “as facções já lucram mais com produtos legais do que com o tráfico de drogas”. Ele explicou que a falsificação de cigarros, a adulteração de combustível e a distribuição de bebidas sem imposto geram sonegação e evasão de divisas, enquanto os pontos de venda ficam sob controle das quadrilhas.
O comentarista relatou que essas atividades começaram como estratégia de lavagem de dinheiro para justificar bens, mas se tornaram mais lucrativas e menos arriscadas que o narcotráfico. O levantamento identifica infiltração criminosa em dezoito setores da economia, entre eles transporte público, prefeituras, mercado imobiliário, mineração, igrejas, apostas online e clubes de futebol.
Moraes alertou que o poder financeiro aliado à capacidade de intimidação dificulta o confisco de patrimônio, pois os rendimentos aparentam origem lícita. Ele mencionou suspeitas de financiamento eleitoral por facções, citando a investigação que envolve o prefeito de Garopaba (SC), e lembrou o assassinato de um ex-conselheiro tutelar em Fortaleza, interpretado como recado dos grupos criminosos.
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