Nas Entrelinhas: Esquema de lavagem de dinheiro movimentava empresas e patrimônio de alto valor
Foto: © Receita Federal/divulgação
No quadro Nas Entrelinhas desta sexta-feira, Mauro Vinícius de Moraes informou que uma operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC resultou no bloqueio de seis bilhões de reais, apreensão de duzentos e cinquenta veículos e sequestro de quarenta e nove imóveis. Ele explicou que o esquema utilizava ao menos quarenta e nove empresas de diversos setores, incluindo padarias, lojas de veículos e fintechs. Segundo Mauro, as investigações apontaram que o grupo responsável pela lavagem prestava serviços para a facção, mas atuava como estrutura independente.
Mauro relatou que a operação também bloqueou contas de vinte pessoas físicas e trinta e sete jurídicas, além de apreender três embarcações avaliadas em mais de vinte milhões de reais. Ele afirmou que a ação mostrou o uso de “engenharia econômica financeira” para tentar legalizar recursos ilícitos. Mauro destacou que, conforme o modelo identificado pela investigação, havia três núcleos: coletores do dinheiro ilegal, empresas intermediárias que realizavam a lavagem e os beneficiários finais, que recebiam os valores já declarados como lícitos.
O comentarista citou ainda que o crime organizado tem enfrentado dificuldades para lavar grandes volumes de recursos devido ao fortalecimento de órgãos de fiscalização, como Receita Federal, Coaf, Polícia Federal e polícias civis, que têm utilizado ferramentas tecnológicas e inteligência artificial. Mauro mencionou que ações semelhantes ocorreram em Passo Fundo, com bloqueio de bens e criptomoedas, e avaliou que a estratégia de atingir o patrimônio das organizações tem provocado impactos maiores que operações voltadas apenas ao enfrentamento armado.
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