Skip to content

podcast

Nas Entelinhas: Fazenda equipara fintechs a bancos após descoberta de esquema bilionário

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

 Nas Entrelinhas da Rádio Uirapuru, desta sexta-feira (29), o comentarista Mauro Vinícius de Moraes detalhou os números da megaoperação que desarticulou esquema do PCC. Ele destacou que uma fintech sozinha movimentou R$ 46 bilhões em quatro anos, com cerca de 11 mil depósitos em espécie. Segundo Moraes, a estrutura criminosa tinha três módulos: usinas de combustíveis irregulares, distribuição em postos e estabelecimentos comerciais, e a lavagem de dinheiro por meio de fintechs, fundos de investimento, imóveis e veículos.

De acordo com o comentarista, a organização chegou a controlar mais de mil postos de combustíveis, além de terminais portuários, usinas de etanol, 1,6 mil caminhões e mais de cem imóveis. Moraes explicou que os bens já estão mapeados e deverão ser alvo de perdimento pela Justiça Federal, uma vez que não têm origem lícita. Ele afirmou que “o maior golpe ao crime organizado foi o bloqueio de contas em fintechs, pois isso interrompeu a circulação de recursos em escala bilionária”.

Moraes também ressaltou que o Ministério da Fazenda publicou norma que equipara fintechs a bancos, obrigando-as a comunicar operações suspeitas a órgãos como Banco Central, CVM, Coaf e Receita Federal. Ele questionou a demora da medida: “Por que só agora, após essa megaoperação, o Ministério da Fazenda vai exigir que as fintechs declarem operações suspeitas se elas são bancos digitais?”. Para ele, a ausência desse controle abriu espaço para que o crime organizado movimentasse valores expressivos sem fiscalização adequada.

Ouça o comentário na íntegra: