Não há verdade absoluta e ciência toma novos rumos, mas é preciso cautela na proteção contra o vírus, diz médico
A Organização Mundial da Saúde-OMS é o órgão que está a frente do combate ao Coronavírus e ditando as diretrizes a serem seguidas pela maioria dos países. No entanto, na noite da última segunda-feira (08) foi divulgado que a OMS declarou: transmissão do Coronavírus parece ser rara entre pessoas assintomáticas.
Isso quer dizer que, pessoas sem sintomas, raramente transmitiriam o vírus, de acordo com eles. Tão logo a declaração correu o mundo as pessoas começaram a se manifestar dizendo que, então, não seria válido deixar as crianças em casa, já que a maioria delas são assintomáticas. Outros começaram a defender o fim imediato do isolamento social e questionar o conhecimento da própria OMS.
Na manhã de ontem o órgão disse, em novo comunicado, que a transmissão por pessoas sem sintomas existe, porém não se sabe quanto, em qual nível uma pessoa assim espalha o vírus. Questionado sobre o assunto, o médico Dr. Júlio Stobbe disse que a declaração da OMS preocupa, pois há estudos que mostram a transmissão. Disse que observa com medo essa declaração da OMS.
Pode ser que existe um tempo menor de viremia no assintomático, mas ele transmite, sem dúvidas, disse o médico. Desta forma não há motivos para um assintomático não se proteger, usar máscara e proteger os seus próximos. A OMS é um órgão oficial, sendo que estas instituições podem errar, mas devem sempre dar um norte confiável.
O médico disse também que o momento é de aprendizado diário para todos os profissionais. O que está se vendo é que as informações estão mudando rápido, mas é importante aguardar e ter prudência às informações e ações que podem ser tomadas.
Frisou que as verdades absolutas não existem e todos precisam ter calma nas decisões, primando sempre pela proteção.
Ouça a entrevista com o médico Dr. Júlio Stobbe: