Não há hipótese de haver funcionário fantasma em meu gabinete, afirma Juliano Roso
O deputado estadual Juliano Roso (PCdoB) durante entrevista na manhã de hoje na Rádio Uirapuru se defendeu da denúncia protocolada contra ele, pelo deputado estadual Diogenes Basegio (PDT), na Assembleia Legislativa. Segundo a denúncia, embasada num dossiê de 13 páginas, o ex-servidor Nilton Cleber de Oliveira foi nomeado como assessor no gabinete do deputado Juliano, função que desempenhou por três meses, ao mesmo tempo em que também exercia atividades como professor na escola Cristo Rei, em Marau/RS, e no Colegio Garra, em Passo Fundo/RS. Basegio requer que seja aberta uma investigação para apurar o caso na Comissão de Ética, da qual Juliano é presidente.
Segundo Juliano Roso seu ex-assessor desempenhou funções no gabinete, contribuindo na elaboração de projetos ligados a área de educação, organização de audiências públicas e grandes expedientes e, também, na interlocução com movimentos ligados à educação (movimentos estudantis, sindicatos de classes e afins). Citou que o Art. 37 da Constituição Federal autoriza que professores possam desempenhar função pública, paralelamente as atividades profissionais. “Não há hipótese de haver funcionário fantasma em meu gabinete ou de ter havido enquanto exerci funções públicas em Passo Fundo. Isso não existe e não existirá. A Constituição diz que um professor pode exercer ao mesmo tempo a função de professor e um cargo público, não há incompatibilidade”, explicou o parlamentar. Juliano Roso disse que nos 12 anos em que foi vereador em Passo Fundo e também quando ocupou o cargo de vice-prefeito, seguiu exercendo suas atividades como professor. “Isso está garantido explicitamente na Constituição Federal”, afirmou.
Com relação as atividades desempenhadas pelo ex-assessor, o deputado revelou que trata-se de um trabalhador idôneo, professor de sociologia, com mestrado em história e que vem lhe assessorando ao longo dos últimos anos, por diversas oportunidades. “Sempre contribuiu para a elaboração dos projetos de Lei, quando eu era vereador, também na secretaria de Cultura, no governo do prefeito Dipp, e na Prefeitura. É a quinta vez que eu o contrato e é a quinta vez que ele pede exoneração do cargo para dar prioridade a sua vida profissional. É a pessoa que sempre cuidou de vários projetos que apresentei. Quando eu o chamei, ele já havia dito que iria trabalhar por um período de dois meses e eu o convenci a trabalhar mais um mês”, registrou.
Questionado se vê a denúncia de Basegio como uma vingança, Juliano mostrou serenidade e disse que não acredita nisso e que o colega deputado deve ter recebido essas informações e para não pecar pela omissão enviou para a presidência da Assembleia. “Não há motivo para o deputado Basegio se vingar de mim. Nunca tivemos afinidade, tão pouco inimizade. Sempre tivemos uma relação institucional”, disse.
Por fim o deputado Juliano Roso disse que se o corregedor da Comissão de Ética achar oportuno abrir uma investigação, irá se licenciar da Comissão. “Estou tranquilo, consciência limpa, não cometi nenhum ato irregular. Sei que segui a risca o que diz a Constituição Federal e o regimento da Assembleia Legislativa. Tenho uma vida pública integra, limpa e honesta. Devo respeito e jamais farei algo que possa envergonhar a cidade de Passo Fundo, minha família, meus filhos e meus amigos. Acredito que por conta do que diz a Lei, a Constituição, essa denúncia não tem fundamento e não irá prosperar”, encerrou.