Na Uirapuru vice-presidente do MTG defende o fim da homofobia, racismo e bairrismo dentro do movimento
O vice-presidente do MTG e artista da música gaúcha Cesar Oliveira, da dupla César Oliveira e Rogério Mello, defende o fim urgente da homofobia, do racismo e do bairrismo no MTG e alerta que, se não projetarmos nossa cultura para fora do Estado, a globalização vai devorá-la”. Mas será que o racismo ainda existe no meio tradicionalista? A homofobia é algo que está presente de uma forma forte ou esporádica?
Em entrevista na Uirapuru o artista disse que quando se fala sobre racismo, homofobia e bairrismo, cada uma tem seu ponto de vista e colocação como alerta e não somente no MTG mas sim os seres humanos. Oliveira afirmou que as pessoas estão recebendo uma grande oportunidade de evoluir, e isso está sendo debatido pois a juventude e o convívio das pessoas em um tempo que é outro. Disse que o respeito é fundamental, e não somente dentro do MTG mas em todas as instâncias da sociedade.
Oliveira disse ainda que quando falamos numa cultura tao rica e popular, essas questões temos que entender, não tem como pegar e virar a cabeça para certas coisas que acontece. O artista reiterou que a hipocrisia e o egocentrismo não podes reinar em uma cultura tão diversa em miscigenação, cores, credos que estão todos dentro do povo gaúcho. Falou que são coisas que não tem como negar dentro de qualquer setor, e não temos mais esse tempo a perder.
Oliveira contou que já ouviu argumento que o movimento gaúcho é de família, o artista questionou dizendo que agora pessoas com outra cor, credo ou opção não pode obter família. Sobre a homofobia no movimento, Oliveira disse que isso já é enfrentado, pois somos de um estado bastante conservador. No entanto, disse que o respeito deve existir em ambos os lados e que deve ser mutuo. Oliveira frisou que todos neste momento estão tendo a oportunidade de sermos mais humanos e de olharmos uns para os outros com mais humanidade.
Ouça a entrevista com o vice-presidente do MTG, César Oliveira: