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Política

Na Uirapuru, Roberto Argenta destaca geração de empregos e educação como primeiras ações

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A Rádio Uirapuru segue oportunizando os candidatos ao Governo do Estado a falarem com a comunidade durante uma entrevista ao vivo em seus estúdios. Foram convidados oito candidatos que possuem representantes no Congresso Nacional e que serão recebidos no estúdio da Uirapuru.  Cada entrevista terá duração de uma hora.

A ordem é definida conforme a agenda de cada um deles.  Os convites foram encaminhados para: Edegar Pretto (PT); Eduardo Leite (PSDB); Luis Carlos Heinze (PP); Onyx Lorenzoni (PL); Ricardo Jobim (Novo); Roberto Argenta (PSC); Vicente Bogo (PSB) e Vieira da Cunha (PDT).  O primeiro a ser entrevistado, foi o candidato Edegar Pretto (PT), no sábado (10 de setembro).  Hoje  pela manhã  (23) foi a vez do candidato Roberto Argenta do Partido Social Cristão (PSC).

Roberto Argenta é empresário e após 20 anos fora da vida pública, reingressa na política para a disputa ao Palácio Piratini.  A chapa de Argenta contará com apoio do Solidariedade e do Agir (antigo PTC), sendo que a candidata a vice será a professora universitária Nivea Rosa, filiada ao Solidariedade. Argenta respondeu a uma série de perguntas formuladas pela editoria da Uirapuru, além de perguntas trazidas por alguns ouvintes. Em sua fala inicial Argenta realizou uma breve apresentação pessoal.

Contou que é natural do interior de Gramado-RS, tendo trabalhando na roça e posterior iniciando sua vida empresarial no comércio, fundando a Calçados Beira Rio, hoje a maior empresa nacional em volume de produção de calçados. A empresa emprega 420 pessoas, levando a uma média de 25 mil pessoas entre empregos diretos e indiretos, todos no Rio Grande do Sul. Explicou que começou na carreira política em 1988, quando foi eleito prefeito de Igrejinha.  Disse ainda que, quatro anos mais tarde, deixou a Prefeitura e conquistou mandato como vereador da cidade.

Em 1998, foi eleito deputado federal, com 57.349 votos.  Dois anos depois, retornou à vida pública, ao ser nomeado presidente da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs).  A primeira pergunta feira a Argenta pela Uirapuru foi: qual sua primeira ação se chegar ao governo do Estado? Argenta disse que sua primeira ação será no campo da educação, com reparos nas escolas, dando o mínimo de condições para o início das atividades escolares.

Argenta foi questionado também sobre qual sua visão sobre o tamanho que o Estado deve ter para ser administrado. Argenta respondeu que ele deve ter o tamanho necessário para atender as pessoas, sem desperdícios, citando o Palácio das Hortênsias, uma fazenda dentro de Canela, pertencente ao Estado e que, segundo ele, dá despesas.  Citou Minas Gerais, com o dobro da população gaúcha, mas que tem 12 secretarias estaduais, enquanto o Rio Grande do Sul tem 25. Para Argenta, o Rio Grande do Sul deve ter no máximo 15, deixando as básicas e criando a secretaria especial da irrigação para atender o agro, principal motor econômico do Estado. Disse ainda ser necessário dar atenção à metade sul e central, levando emprego e produção.

Disse ainda que o Estado deve estar á serviço do povo, não da burocracia. Argenta foi questionado também sobre sua visão das privatizações, em especial da Corsan e Banrisul.  Argenta destacou que todos querem vender o fornecimento de água, mas poucos querem lidar com o esgoto. Disse ser necessário encontrar uma maneira, de acordo com cada realidade local, para aumentar o saneamento, ao mesmo tempo que fornece água. Sobre o Banrisul Argenta disse que o Estado poderia fazer o Banrisul incorporar o BADESUL, tornando-se um grande Banco de fomento, com taxas competitivas e ajudando assim o pequeno comerciante, financiando o pequeno produtor.

Argenta foi questionado se manterá o regime de recuperação fiscal, ou acredita que há outra solução para garantir caixa em operações primárias, como folhas de pagamento.  Argenta respondeu que não está claro o que deve ser feito, o que é justo, o que já foi pago e o que falta.  Em sua visão é preciso uma análise muito criteriosa para descobrir se há algo errado e discutir com o governo federal e fugir de juros, mas pagando a dívida.

Argenta foi questionado também sobre as concessões do Estado, seja nos aeroportos ou rodovias. Em resposta disse que os aeroportos servem para negócios e precisam sim estar funcionando com qualidade, pois são geradores de emprego.  Já sobre os pedágios disse que isso precisa ser melhor avaliado. Criticou prazos de 30 anos para duplicações, enquanto estradas estão lotadas de veículos e tem urgência. Ressaltou que é preciso investir forte na infraestrutura do Estado para favorecer as empresas e o emprego. Destacou também que não se pode perder dinheiro em erros de projeto.

Argenta foi questionado sobre o que pretende fazer para resolver a dívida do IPE.  Em resposta disse que o órgão sofre com a falta de foco. Disse que o IPE tem muitos imóveis desnecessários e o órgão precisa de uma administração profissional, buscando soluções e pagando suas dívidas com os hospitais. Criticou imóveis caros para diversos órgãos do Estado, quando o que interessa é servir ao povo. Ainda sobre o aspecto da saúde, disse que a telemedicina pode agilizar os atendimentos, sem depender de espaços físicos.

No campo da educação, Argenta foi questionado sobre o que o Estado pode fazer para melhor o índice de desempenho dos alunos  Respondeu que é preciso organizar mais esta área.  O Estado está ficando mais com a questão do ensino de segundo grau. Argenta disse que o Estado poderia comprar vagas em universidades e custear assim o ensino.  Também ter mais escolas técnicas e profissionalizantes. Também falou que, para resolver o problema estrutural das escolas é preciso unir esforços, com o povo agindo, com patrocínios, fazendo acontecer as mudanças e não apenas esperar pelo Estado.

Argenta também foi questionado sobre a possibilidade de o Estado  custear  uma escola em tempo integral.  Respondeu que, se houverem parceiros, seria possível. Sobre as filas de consultas e falta de medicamentos, Argenta disse que é preciso uma administração eficiente nesta área.

Argenta foi questionado também sobre como será sua relação com a Assembleia Gaúcha, caso eleito.  O candidato respondeu que, quando se apresenta bons projetos, cria-se boa relação com os demais políticos. Argenta disse ainda que pretende doar seu salário de governador para instituições de caridade, ajudando a quem precisa. Na reta final da entrevista, Argenta foi questionado sobre por que o eleitor deve votar nele.  Em resposta disse que sabe administrar, que trabalha com isso em diferentes campos a vida toda.

Disse ainda que pretende trabalhar muito, sendo a mesma pessoa, mas colocando sua capacidade a serviço dos gaúchos, fazendo o Rio Grande do Sul ser novamente o melhor Estado do Brasil. Como última pergunta, Argenta foi questionado sobre qual Candidato a Presidente da República ele apoia. Finalizou dizendo que apoia Bolsonaro, votou e continuará votando.  Destacou acreditar que ele está mais preparado agora do que antes para continuar à frente do Brasil, como vem fazendo.