Na Uirapuru, presidente da Emater afirma: futuro da agricultura depende da gestão dos recursos e lavouras
O presidente da Emater-RS, Geraldo Sandri, esteve ontem (10) em Passo Fundo participando de uma reunião entre os colaboradores da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul.
Em entrevista na Uirapuru, o presidente Sandri afirmou que a agricultura da região de Passo Fundo está muito bem em relação ao restante do Estado, principalmente nas culturas mais fortes: soja, milho e trigo. Disse que o agronegócio vem evoluindo de uma forma pujante, porém existe uma preocupação como custo da produção, que nos últimos anos aumentou consideravelmente, principalmente no cultivo do trigo, motivo pelo qual muitos deixaram de plantar o cereal.
Sandri disse que os produtores relatam um custo muito alto para o plantio em relação a produtividade e a rentabilidade da lavoura. Por esse motivo, de acordo com o presidente, a Emater está trabalhando junto ao agricultor para repassar técnicas de gestão.
Sandri explicou que atualmente o produtor precisa ter tudo na ponta do lápis, fazer cálculos e ser um empresário da sua propriedade, principalmente os pequenos e médios. O presidente da Emater afirmou que para isso ocorrer são necessárias linhas de crédito para financiamentos, principalmente do Plano Safra, que deve ser lançado até a metade deste mês.
Em relação a situação financeira do país e do Estado, Sandri explicou que o Brasil atual impede o produtor de fazer grandes investimentos. Já as finanças do Rio Grande do Sul passam por dificuldades há tempo e a Emater, por ser uma empresa contratada pelo governo, sente a falta de dinheiro.
Sandri informou que o orçamento foi reduzido em R$ 38 milhões em relação com o ano passado, sendo que 70% do orçamento vem da Secretaria da Agricultura, portanto, a Emater precisou se readequar a esse cenário.