Na Uirapuru, Eduardo Leite afirma que educação será sua prioridade absoluta caso eleito
A Rádio Uirapuru entrevistou no último sábado (22) o candidato ao Governo do Estado, Eduardo Leite, do PSDB. A entrevista aconteceu no estúdio da Uirapuru, com transmissão também em vídeo pelas redes sociais e no site rduirapuru.com.br.
Durante a conversa, conduzida por Ieda Almeida e Régis Leonardo, o candidato respondeu perguntas elaboradas pela produção da Uirapuru sobre temas variados de interesse dos gaúchos. Eduardo Leite está disputando o segundo turno contra o candidato Onyx Lorenzoni (PL). A Rádio Uirapuru convidou os dois candidatos para participar de entrevista na emissora e deixou livre para que cada campanha defina o melhor dia e horário para encaixar na agenda do candidato. Desse modo, a entrevista com Leite aconteceu no sábado em razão da agenda do político.
Eduardo Leite iniciou sua fala agradecendo o convite da Rádio Uirapuru e contou um pouco sobre sua agenda no município ao lado de políticos locais. Conforme Leite, sua campanha é uma jornada que busca defender um projeto que está trazendo resultados ao Rio Grande do Sul. A primeira pergunta feita pela equipe da Uirapuru a Eduardo Leite foi qual é a prioridade dele caso eleito para um segundo mandato. Leite respondeu que sua prioridade absoluta será na educação, expandindo o ensino de tempo integral, formando mão de obra qualificada e assim fazendo o Estado desenvolver-se cada vez mais.
A equipe da Uirapuru perguntou também a Eduardo Leite se ele conseguirá sustentar, em um possível novo mandato, um dos seus grandes feitos da primeira gestão, que foi colocar em dia os salários dos servidores. Ele declarou que isso é possível sim, mantendo a disciplina nas contas, algo fundamental para fazer investimentos em todas as frentes. Conforme Leite, quando ele recebeu o Governo do Estado, há quatro anos, o cenário era muito difícil, com salários atrasados, hospitais recebendo recursos atrasados e municípios sem receber recursos de problemas de atenção básica de saúde. Porém, hoje, tudo isso foi colocado em dia, o Estado pagou dívidas de governos anteriores e conseguiu abrir espaço para investimentos, como os que Passo Fundo vem recebendo em várias frentes. Leite afirma estar feliz em “virar o jogo”, mas destaca que a caminhada ainda não terminou e, com disciplina, é possível manter e até melhorar o que já foi feito.
Falando sobre o Regime de Recuperação Fiscal que recentemente foi assinado para encaminhar a questão da dívida do Estado com o Governo Federal, o candidato afirmou que, caso não assinasse o regime, a única alternativa do Rio Grande do Sul seria voltar a pagar integralmente o valor da dívida anualmente, o que daria cerca de R$ 5 bilhões. Quando assinado esse regime, Leite afirma que foi feito um acordo com a União de que o Estado voltará a pagar a dívida gradualmente. No ano que vem, por exemplo, serão R$ 2 bilhões que o Rio Grande do Sul pagará para não precisar quitar integralmente as parcelas, economizando ao longo da década cerca de R$ 20 bilhões. O candidato vê isso como algo positivo, que faz o Estado poupar recursos e, caso seja desfeito, será pior para o Rio Grande do Sul.
Eduardo Leite também foi questionado quanto a composição da Assembleia Legislativa, que dessa vez não garantirá maioria para qualquer um dos dois candidatos. Sobre o assunto, ele afirmou que sempre fez política com diálogo, respeitando as diferenças e buscando compor com as forças que foram escolhidas pela sociedade. Leite declarou que conversará com partidos para buscar juntos pessoas de qualidade e que agreguem, mas não fará politicagem de loteamento de cargos. O candidato reforça que respeitará todas as linhas ideológicas dos deputados, buscando, através da boa política, ter condições de construir projetos que atendam a população ao longo dos próximos quatro anos.
Eduardo Leite também foi questionado sobre uma possível privatização do Banco Banrisul. De acordo com ele, nunca houve a ideia de privatizá-lo e isso não constou em seu plano de governo. Porém, eventualmente a discussão poderia ser feita, dependendo de como seriam os quatro anos de governo. Agora, o candidato declarou que assumiu alguns compromissos com a sociedade gaúcha e um deles é a não privatização do Banrisul. No entanto, para isso ocorrer, Leite lembra que o banco precisa estar saudável e ter dinheiro para cumprir com seus compromissos.
Já sobre o piso salarial do magistério, o candidato declarou que o Estado pagava, há quatro anos, um completivo salarial que fazia os professores receberem o valor de R$ 2.557 para 40h semanais. Hoje, após uma reforma na carreira dos professores, a grande maioria deles recebem R$ 4.200 para 40h semanais de trabalho, mais que o piso nacional do magistério. Eduardo Leite falou ainda sobre o IPÊ Saúde, que vem passando por dificuldades nos últimos tempos. Conforme o candidato, caso eleito, ele resolverá esse problema, assim como fez com outras questões, como colocar os salários em dia e pagar dividas do Estado com os municípios. De acordo com Leite, será preciso fazer uma reestruturação no modelo de contribuição do IPÊ, o que não significa um aumento de contribuição por parte dos servidores, mas sim um novo formato que garanta o plano de saúde forte e saudável.
Na reta final do programa, a Rádio Uirapuru abriu a oportunidade dos ouvintes questionarem o candidato. Um deles pediu para Eduardo Leite falar sobre os precatórios. O ex-governador lembrou que o Estado ficou sem pagar precatórios em governos anteriores devido a dificuldades financeiras. Leite afirmou ter um plano para o pagamento dos precatórios até 2029. Esse plano envolve um financiamento que o Estado está buscando junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento no valor de US$ 500 milhões de dólares. Através deste financiamento, o candidato afirma que o Rio Grande do Sul aumentará aportes no pagamento de precatórios para poder zerar essa fila até 2029, como demanda a Constituição Federal.
Por fim, Eduardo Leite finalizou a entrevista agradecendo mais uma vez a oportunidade de falar com Passo Fundo e região através dos microfones da Rádio Uirapuru. O ex-governador declarou que durante quatro anos organizou o Estado, fez reformas de forma dedicada, sempre com diálogo e respeito com quem pensa diferente, sem brigar ou xingar para fazer o que é certo. Eduardo Leite ressaltou que respeita todos os pontos de vistas diferentes e, fazendo a boa política, seguirá reorganizando o Estado, que hoje retomou sua capacidade de investimentos e não pode passar por retrocessos.