Na Uirapuru, economista alerta: saques do FGTS colocam trabalhador em risco diante das seguidas demissões no mercado
O governo Federal manifestou-se na última terça-feira (16) afirmando que vai liberar, em breve, o saque de até 35% do saldo FGTS das pessoas que estão com contratos ativos vinculados a esta conte, ou seja, a quem está trabalhando normalmente e contribuindo com o INSS.
Não está definido ainda quando a liberação acontece e quais serão as regras. O FGTS é uma garantia do trabalhador quando demitido sem justa causa.
Em entrevista na Uirapuru, a economista Cleide Moretto explicou que a medida, visando a segurança financeira do trabalhador, é arriscada.
Ainda que os saques movimentem a economia brasileira, que é baseada no consumo e vendas, o trabalhador perde uma reserva obrigatória justamente em uma época de demissões e incertezas.
Moretto ponderou que a recessão dá sinais que chega ao fim, porém o brasileiro não tem capacidade para utilizar o dinheiro inesperado do saque para algo que traga benefícios econômicos. A primeira medida adotada pela maioria será simplesmente gastar, consumir.
Ele alertou, porém, que o FGTS é o fundo que financia programas como o Minha Casa Minha Vida e a redução deste saldo no governo pode impactar nestas ações.
O economista frisou ainda que, em um primeiro momento, o saque de até 35% não estará disponível a todos os trabalhadores, mas sim mais aos que ganham menos e reduzindo gradativamente para os que recebem ou possuem mais dinheiro em suas contas.