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Saúde

Na Uirapuru, diretor do Simers faz análise dos desafios e perspectivas da medicina para 2024

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O ano de 2023 está chegando ao fim e na área da medicina o cenário enfrentado difere consideravelmente do que foi vivenciado durante a pandemia da covid-19.

Para uma análise sobre o tema, a Uirapuru entrevistou ontem (05) o diretor-geral do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Dr. Fernando Uberti. De acordo com ele, do ponto de vista individual, os médicos expressam satisfação em seu exercício profissional, encarando a medicina como uma missão e não apenas uma profissão. Eles encontram prazer no contato direto com os pacientes, percebendo a oportunidade de impactar positivamente a vida das pessoas, mesmo diante das dificuldades enfrentadas.

No entanto, em uma avaliação mais ampla e coletiva, surgem diversos problemas. Entre os desafios destacados por Uberti, há uma insuficiência de financiamento, dificuldades gerenciais, falta de recursos para lidar com demandas em saúde, condições muitas vezes insalubres para os profissionais da saúde e desvalorização, especialmente em relação a remunerações e salários frequentemente atrasados. Segundo o diretor, a precarização do trabalho médico, especialmente na região metropolitana, é uma preocupação adicional, interferindo no exercício profissional e na assistência à saúde da população.

Frente a esse cenário complexo, ele destacou que o Simers adota estratégias específicas, concentrando todas as ações no âmbito político e na prestação de serviços. Além disso, o sindicato busca parcerias mais amplas e aproximações institucionais com diversos setores. De acordo com Uberti, os desafios atuais demandam uma articulação mais eficiente em termos institucionais. Ele ressalta que, somente por meio dessa cooperação, será possível construir soluções mais concretas na área da saúde, beneficiando não apenas os médicos, mas toda a população.

O diretor afirma que o sindicato vem adotando uma abordagem que vai além da política sindical tradicional de enfrentamento. Busca influenciar a sociedade, a imprensa e os tomadores de decisão por meio de um plano nacional, visando mudanças estruturais. A ideia, conforme Uberti, é evitar a prática de “enxugar gelo” e construir alicerces sólidos para o futuro da medicina e da saúde no país.