Na reserva e concursados: ambos devem ser incorporados ao efetivo policial do Estado
O Governo do Estado revelou o seu novo pacote de medidas econômicas. Entre os destaques estão aumento de impostos sobre heranças e a convocação de policiais militares aposentados para cumprir atividades administrativas e a redução do abono-permanência. A ideia é chamar policiais militares na reserva para que eles trabalhem em centrais de monitoramento e funções administrativas.
A medida serviria para devolver brigadianos para o policiamento ostensivo. No entanto, a ideia causou polêmica nas entidades de classe, já que há 2,5 mil aprovados no último concurso da BM que aguardam nomeação. Hoje a Brigada Militar conta com apenas 21 mil policiais e se estima que entre os anos de 2014 e 2015, cerca de mil entrem para a reserva.Este foi o tema do programa “Sem Segredo” de sábado na Uirapuru.
No estúdio participaram do programa o sargento da reserva da BM, Luís Ernesto Barriquel e a concursada aprovada da Policia Civil, Juliana de Bairros e Gustavo Henksel. Os ouvintes foram unânimes e apontaram a necessidade de chamar os aposentados, que quiserem retornar ao trabalho, e também os novos policiais. Para a população somente os aposentados ou os novos policiais são insuficientes diante da necessidade do cenário atual.
O sargento da reserva da Brigada Militar, Luís Ernesto Barriquel, explicou que a defasagem de agentes policiais é grande. Ele revelou dados que a previsão de efetivo é de 33 mil policiais, sendo que hoje o Estado tem 24 mil agentes. A única forma de suprir esta defasagem é chamando os novos policiais e também os policiais da reserva, desde que concordem e estejam aptos. Estes policiais poderiam poupar os quem pode ir às ruas, realizando tarefas burocráticas.
A concursada aprovada da Policia Civil, Juliana de Bairros, explicou que o Estado está colocando em risco a segurança da população a cada dia que deixa de chamar os aprovados em concursos. Conforme ela, o treinamento para policiais civis, antes de irem às ruas, é de 6 meses, enquanto os policiais militarem é de 10 meses. Se o Governo demorar ainda mais existe o risco muito grande de que não se tenha policiais suficientes nas ruas também em 2015 e 2016, quando mais baixas são previstas.
Os participantes deixaram claro também que o Governo não está obrigando os policiais aposentados a retornarem, mas sim que pretende convidar quem quiser complementar a sua renda. Para os participantes é preciso também, formular um plano de melhora para quem retornar, pois todos têm o direito a perspectivas de crescimento.