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Economia

Na abertura da Expoagas 2023, presidente da AGAS critica reforma tributária

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Durante a abertura da Expoagas 2023, em Porto Alegre, o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados- AGAS, Antônio Cesar Longo, fez seu pronunciamento ao público, transmitido na íntegra pela Uirapuru. Saudou os jovens empresários, além de agradecer a todos os envolvidos em mais nesta edição. Disse ser um momento alegre, mas inevitável fazer uma reflexão dos 40 anos deste evento. Disse que o setor foi um verdadeiro instituto de pesquisas, antecipando tendências que o consumidor precisa.  Disse que a Expoagas vai além disso, sendo palco de questionamentos para um setor cada vez melhor.

Alertou que todos estão ali também visando a saúde financeira de suas empresas, alertando e questionando os governantes para um melhor cenário fiscal.  Disse que o Brasil tem dificuldade de gerar aumento de receita empresarial em função da deterioração acentuada do resultado primário da União, obrigando os empresários a estarem cada vez mais atentos, pois não há intenção do governo em reduzir impostos dentro da reforma tributária.

Criticou o fato do país ter 27 leis tributárias diferentes e disse que a reforma atual seguirá com o mesmo processo nacional, onde cada setor irá ao seu governante pedindo uma regulamentação ou benefício diferente.  Disse que a reforma tributária, aprovada, não foi lida e entendida pela maioria dos legisladores, onde em um longo e primeiro momento haverá um momento híbrido para segurança de arrecadação do governo, colocando o Brasil na liderança no mundo em carga tributária e com menor retorno a quem paga.

Disse que é preciso respeitar os poderes e suas regras, mas os legisladores precisam ser cobrados, fazendo valer as responsabilidades.  Disse ser necessário segurança jurídica, quando transitado em julgado, para que seja a verdadeira regra, para todos os lados. Por fim, agradeceu a presença de todos e disse que os supermercados são aliados nas soluções a problemas nas comunidades, frisando que legisladores passam, tempos mudam e as comunidades permanecem.