Município de Coxilha deve decretar situação de emergência devido à estiagem; prejuízos já chegam a R$ 82 milhões, afirma secretário
O município de Coxilha, duramente afetado pela falta de chuvas, registrou um impacto financeiro estimado em R$ 82 milhões, segundo laudo elaborado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural e pelo Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar. A documentação será utilizada como base para a decretação de situação de emergência, o que reforça a necessidade de medidas urgentes para proteger a produção rural e assegurar condições mínimas aos agricultores.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o secretário municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Vagner Negri, destacou que Coxilha vem enfrentando problemas com a estiagem desde janeiro e, com o passar dos dias e os baixos índices de chuva, a situação tem se agravado.
Ele explicou que, durante a elaboração do laudo, constatou-se uma perda estimada de 20% na cultura da soja, 5% no milho, 30% no milho safrinha (utilizado para a produção de silagem) e 10% na produção de leite. Vagner salientou que o município conta com uma área cultivada de soja em torno de 33 mil hectares, milho da primeira safra em 3 mil hectares e milho safrinha em 500 hectares, além de uma produção leiteira significativa, que também está sofrendo as consequências da estiagem.
Diante deste cenário, o secretário reafirmou que o município deve decretar situação de emergência, pois o laudo de perdas já está com o Poder Executivo, e outros ainda serão elaborados pela Defesa Civil, Assistência Social e Secretaria de Obras. O decreto deve ser publicado nos próximos dias.
Em números, o secretário frisou que, em uma propriedade que produz, em média, 60 sacas por hectare, poderá haver uma colheita de, no máximo, 30 a 35 sacas devido à estiagem. Conforme Vagner, nem todas as propriedades estão passando pelo mesmo problema; inclusive, há casos em que, na mesma lavoura, choveu em metade da área cultivada, enquanto a outra parte permaneceu seca.