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Polícia

Mulher de Dal Agnol tem prisão preventiva decretada pela justiça

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A juíza da 3ª Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo, Ana Cristina Frighetto Crossi decretou nesta segunda-feira, a prisão preventiva de Márcia Fátima da Silva Dal Agnol, esposa do advogado Maurício Dal Agnol, que se encontra foragido nos Estados Unidos. O advogado também está com prisão preventiva decretada, acusado de liderar uma quadrilha, que lesou mais de 30 mil pessoas no Estado em ações movidas contra a Brasil Telecom.

 

A quadrilha, que tinha como base Passo Fundo, foi desbaratada no dia 21 de fevereiro último durante a operação Carmelina desencadeada pela Polícia Federal. Na ocasião, Maurício Dal Agnol teve a prisão preventiva decretada e para a sua mulher foi arbitrada fiança de R$ 724 mil. A fiança foi paga, mas ela deixou de cumprir outras determinações da justiça por estar com o marido nos Estados Unidos. Com isso, o Ministério Público voltou a pedir a prisão de Márcia Fátima Dal Agnol, apontada como a tesoureira da quadrilha.

 

Segundo a sentença, ela tentou justificar a ausência, alegando que não poderia retornar ao Brasil, com os filhos menores sem autorização do Juizado da Infância ou sem a presença do marido. A juíza Ana Cristina Frighetto Crossi afirma que não há qualquer impedimento legal ou impossibilidade de pai autorizar a viagem de retorno ao Brasil e fazer o reconhecimento de sua assinatura em cartório. A magistrada diz ainda que ao contrário do que insistem os dois, as crianças ainda não voltaram para casa em Passo Fundo por vontade e atos exclusivos dos pais.

 

A juíza também manteve a prisão preventiva de Maurício Dal Agnol, que pedia a sua revogação como condição para se apresentar. Segundo a juíza, o advogado parece querer impor condições ou escolher em que estado deve responder ao processo. Afirma ainda que nesse ponto existerazão do Ministério Público quando se refere que Dal Agnol externa que somente pretende se submeter a esse juízo se lhe forem impostas medidas que entende conveniente.

 

Para a juíza Ana Cristina Frighetto Crossi, o fato de ele estar em Nova Iorque, como faz crer a defesa, não lhe retira a condição de foragido. Assim, ela manteve a prisão preventiva do advogado para garantia da ordem pública e aplicação da lei pena. Com a decretação da prisão, Márcia Fátima Dal Agnol, também, passa a condição da foragida. A quadrilha liderada pelo casal Dal Agnol teria lesado milhares de pessoas no Estado não repassando ou pagando valores inferiores aos determinados pela justiça em ações movidas contra a Brasil Telecon.