Mudanças propostas pelo Governo Federal nas leis de trânsito são retrocessos, afirma ex-deputado Beto Albuquerque
O ex-deputado federal, Beto Albuquerque, retornou a Câmara Federal nesta semana na Comissão Especial que avalia projeto do governo para alterar o Código de Trânsito e, consequentemente, a Lei de autoria do ex-parlamentar. A Lei 13.61418, que instituiu o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, está sendo ameaçada pelo Governo.
Em entrevista na Uirapuru, Beto Albuquerque explicou que a lei consiste em um plano de metas anuais para a União, Estados e Municípios, buscando a redução de vítimas no trânsito. Dos 88 maiores países, o Brasil é o 3º em mortes em acidentes. São cerca de 40 mil pessoas por ano que morrem no trânsito. Além disso, são gastos 25 bilhões com as mortes, hospitais, CTIs, abonos doença e invalidez.
Beto destacou que, para fazer alterações nas leis de trânsito, é preciso ter muita cautela. Na opinião do ex-deputado, o momento é de colocar em prática o Plano de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito e não afrouxar as leis para os condutores.
O ex-deputado lembrou que basta uma lei se tornar mais branda, para que os acidentes aumentem. Para ele, é um retrocesso o Brasil discutir a retirada de leis que são importantes para manter a segurança dos motoristas e pedestres.
Beto Albuquerque contou que fez um apelo especial aos deputados que estão a frente da Comissão Especial para que tenham muita calma ao analisar as mudanças que estão sendo propostas. Lembrou que nos países desenvolvidos as leis são severas e cumpridas. Na opinião dele, no Brasil é preciso implementar essa cultura aos motoristas e não o contrário.