Movimentos articulam ações contra novo valor da passagem em Passo Fundo
Na última segunda-feira o valor da passagem dos coletivos urbanos de Passo Fundo foi reajustado, aumentando de R$4.75 para R$ 5.50. O valor ficou abaixo do solicitado pelas empresas, sendo estipulado após análise do município. A Coleurb apresentou, durante as discussões sobre os novos valores, um pedido para a passagem de R$ 6,80. A Codepas apresentou cálculo de R$ 6,77, e a Auditoria-Geral do município mostrou um valor de R$ 6,15.
Tão logo o novo valor foi estipulado, movimentos articularam ações contrárias. No último dia 27 de abril a Uirapuru noticiou que o Promotor da 4ª Especializada de Passo Fundo, Cristiano Ledur, decidiu instaurar um inquérito civil para apurar possível regularidade dos índices de reajuste da tarifa. O questionamento sobre a metodologia empregada foi feito pelo Diretório Municipal do PT ainda no dia 19 de outubro do ano passado, quando o valor sofreu um reajuste passando a R$ 4,75.
O partido aponta que no processo que reajustou a passagem estão ausentes documentos q comprovando o número de passageiros, com as devidas fontes de medição, e também das linhas, quilometragens e horários, modificados após o início da pandemia. Foi dado o prazo até o próximo dia 5 de maio para a Prefeitura se manifestar no inquérito.
Nesta semana grupos estudantis foram até a Câmara de Vereadores pressionar os parlamentares sobre o novo preço. Na noite da última quarta-feira um grupo composto por estudantes e representantes partidários realizou ato junto a Praça do Teixeirinha, no centro, contra o novo valor.
A Uirapuru conversou com a representante do DCE da UPF, Maria Luiza Nolasco. A estudante explicou que o ato visou dar visibilidade a um problema que atinge a toda comunidade, especialmente os trabalhadores. Disse que Passo Fundo não pode aceitar uma passagem de R$5.50 para uma cidade deste tamanho e com um serviço, na sua visão, precário. O grupo defende que o valor retorno, pelo menos, ao patamar antigo de R$4.75.