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Geral

Movimento Tradicionalista Gaúcho reforça combate ao feminicídio com apoio do Ministério Público

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

Diante do aumento dos casos de violência contra a mulher no Rio Grande do Sul e no país, o debate sobre prevenção e conscientização ganha ainda mais urgência. Os números de agressões e feminicídios colocam o tema no centro das discussões sociais e exigem a mobilização de diferentes setores da sociedade. Nesse contexto, iniciativas que promovam informação, educação e mudança de comportamento tornam-se fundamentais para enfrentar o problema antes que ele resulte em novas tragédias.

Com esse objetivo, o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e o Ministério Público do Rio Grande do Sul irão formalizar uma parceria para desenvolver ações integradas de prevenção à violência contra a mulher dentro das entidades tradicionalistas. Em entrevista à Uirapuru, o presidente do MTG, Alessandro Gradaski, explicou que a iniciativa começou a ser construída no ano passado, quando a atual gestão assumiu a entidade. Segundo ele, ainda existe na sociedade a ideia de que o gaúcho é machista e trata a mulher com grosseria, mas essa visão não representa a realidade do movimento.

Gradaski ressaltou que os tradicionalistas querem reforçar o respeito às mulheres e contribuir para a conscientização diante do aumento dos casos de feminicídio. A proposta é atuar de forma integrada nas mais de 1.700 entidades tradicionalistas do Estado, envolvendo prendas, peões, patronagens, pais e jovens. As ações devem incluir palestras e atividades educativas, com a participação do Ministério Público, promotoras de Justiça, Brigada Militar, Polícia Civil, psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais. Os trabalhos também irão envolver os departamentos culturais, as invernadas artísticas e a área campeira dos CTGs.

O presidente do MTG enfatizou que o foco principal é conscientizar, especialmente os homens, sobre a importância do respeito às mulheres e da prevenção à violência. Ele defendeu que todas as entidades da sociedade precisam se posicionar e atuar de forma conjunta, criando uma rede de apoio capaz de evitar que casos de agressão evoluam para feminicídio.

Por fim, Gradaski afirmou que pretende propor, no próximo congresso, que o tema não fique restrito a um único ano, mas passe a ser trabalhado de forma permanente dentro do movimento tradicionalista, reforçando o compromisso com a proteção e valorização das mulheres.