Motel divulga nota de esclarecimento sobre ocorrência de ameaça contra mulher
A Rádio Uirapuru divulgou ontem uma ocorrência de ameaça a uma mulher que teria acontecido dentro de um motel, na Vila Popular, em Passo Fundo. No caso referido a mulher teria sido ameaçada com uma arma de fogo e a Brigada Militar teria sido impedida de entrar no estabelecimento para prestar socorro. O Motel divulgou uma nota de esclarecimento dando a sua versão dos fatos.
Leia a nota do motel na íntegra:
Sobre o fato noticiado no dia 13/02/2020 ocorrido no dia anterior com o título “Mulher é ameaçada no interior de motel e BM é impedida de entrar no local – Rádio Uirapuru” eu como proprietário e responsável do referido motel venho a público manifestar sobre a verdade dos fatos:
Em relação ao impedimento da entrada da brigada militar no interior do estabelecimento, venho relatar que não foi autorizada a entrada pela desnecessidade, pois a mulher que estaria sendo ameaçada já estava fora do motel, essa alegação foi desconsiderada pelo policial responsável pela operação, com tremenda truculência e arrogância.
Em relação ao suposto desacato, venho repudiar toda a atuação do policial responsável pelo atendimento da ocorrência, o simples fato de responder e ponderar sobre a situação que seja contrária ao pensamento do policial militar, mesmo que educadamente, foi considerado desacato, pois vejamos, se realmente eu desacatei porque não deu voz de prisão? Ora não deu voz de prisão porque não houve desacato e ele não tem como provar o contrário, já que está tudo filmado e tenho testemunhas.
Ainda em relação a operação desorganizada conduzida por esse policial, eu como trabalhador e pagador de impostos, tenho que levar ao conhecimento das pessoas, o que a reportagem não levou e é importante pois trata se de recursos públicos usados de forma errada, foram deslocadas 4 viaturas e mais de 10 policiais para atender uma denuncia de ameaça, enquanto a criminalidade está correndo solta pela cidade, qual a necessidade de tamanho efetivo numa ocorrência desse porte? Os demais clientes do motel foram expostos na saída pois foi montado um circo diante de uma situação relativamente simples.
Quanto a desnecessidade de entrar no motel, deve se a privacidade que tenho que oferecer ao meu cliente, não cabe a Brigada Militar entrar no estabelecimento que é privado fazendo alarde e incomodando os clientes que em nada tem a ver com esse episódio isolado. Se alguém estiver correndo risco de vida ou sofrendo ameaças seremos os primeiros a chamar as autoridades competentes, bem como, quando não há esse risco não somos obrigados a compactuar com arrogância e truculência de um policial fora dos padrões exigidos.
Sabemos que a honrosa Brigada Militar não é retrato desse policial especifico, tanto que em outros casos onde precisamos acionar esse nosso direito constitucional (segurança pública) a situação foi conduzida de forma calma e sensata.
Quanto a autuação da reportagem, eu como ouvinte radio a muitos anos, e parte citada na reportagem venho trazer uma crítica construtiva, para que procurem ouvir todos ao lados antes de publicar uma reportagem, claro que no caso ficou claro que não foi uma reportagem mas sim um fato retirado de uma ocorrência policial, mas essa falta de ouvir todos os envolvidos pode prejudicar reputações e prejudicar negócios que movimentam a economia e geram empregos, por isso gostaria de requerer a retificação da publicação colocando os pontos que esclareço no texto.
Relembre o caso