Mortes no trânsito de Passo Fundo já representam 44,4% do total do ano passado
Entre 2019 e 2025, o trânsito de Passo Fundo foi responsável pela morte de 58 pessoas, a maioria homens. Cerca de 40% das vítimas eram pedestres atropelados, 36% motociclistas, 15% condutores de veículos e 6% ciclistas. As idades das vítimas variaram de 20 a 70 anos. O ano com maior número de mortes foi 2022, período de retorno à normalidade pós-pandemia.
Em 2025, a situação preocupa as autoridades municipais: em menos de cinco meses, o trânsito já matou cinco pessoas, o que representa 44,4% do total registrado em todo o ano anterior, quando nove vítimas perderam a vida.
O programa Sem Segredo deste sábado debateu o tema com o secretário municipal de Segurança Pública, Tadeu Trindade, e com a coordenadora da Escola de Trânsito, Raquel Rubio. Segundo o secretário, o município tem trabalhado para melhorar a fluidez do tráfego, reduzir congestionamentos e fiscalizar estacionamentos, carga e descarga, além do tráfego de veículos pesados no centro.
Ele reconhece, porém, os desafios: Passo Fundo possui 149 mil veículos registrados — o segundo maior índice do Estado em motorização — e recebe diariamente milhares de carros de pessoas que vêm trabalhar, estudar ou acessar serviços como saúde. Trindade destacou ainda que a Guarda Municipal, hoje com mais de 80 agentes, intensificará as blitzes educativas e repressivas, já que o álcool está envolvido em 80% dos acidentes, com ou sem vítimas.
A Coordenadora da Escola Pública de Trânsito, Raquel Rubio disse que melhorar o trânsito não envolve só motoristas e carros, mas também o pedestre e as formas que se tem para a mobilidade. Mas o essencial, segundo ela está na educação. A Escola de Trânsito, inaugurada neste ano, atende diferentes públicos, desde crianças em idade escolar até motoristas em formação e a comunidade em geral. Além das atividades no espaço físico, localizado na Cohab Sechhi, a escola conta com uma equipe volante que levar a educação para o trânsito a diversas instituições da cidade. A escola também trabalha estatísticas.