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Óbito

Morre aos 53 anos Guilherme de Pádua, assassino de Daniella Perez

Públicado em Por RD Uirapuru / João Victor Lopes

Morreu, neste domingo (6), aos 53 anos, o ex-ator Guilherme de Pádua, assassino da atriz Daniella Perez. Ele teria sido vítima de um infarto.

A informação foi divulgada em uma live pelo pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, onde o ex-ator se tornou pastor anos depois de executar friamente a atriz Daniella Perez, em 1992.

Pádua assassinou a atriz Daniella Perez em 1992, com sua esposa na época, Paula Thomaz. Os dois faziam um par romântico na novela De Corpo e Alma, escrita por Gloria Perez, mãe de Daniella. Pelo crime, Pádua foi condenado a cumprir 20 anos de prisão por homicídio qualificado.

O crime voltou aos holofotes este ano, quando a HBO Max lançou um documentário sobre o caso. Na época, Pádua fez um vídeo se defendendo dos ataques:

“Minha reação natural é de me defender, qualquer um tem direito de resposta no mundo natural, mas eu não vivo mais no mundo natural. Todos os dias quando eu acordo eu me lembro que sou o Guilherme de Pádua, que tenho essa carga nas minhas costas, e toda manhã é uma luta”, disse em vídeo publicado na ocasião.

Por ter matado Daniella Perez a punhaladas, Guilherme de Pádua foi condenado a 19 anos e 6 meses de prisão. Após cumprir um terço da pena, ele ganhou liberdade em 14 de outubro de 1999. Posteriormente, aderiu à Igreja Batista da Lagoinha, na qual tinha um trabalho social com ex-presidiários, segundo o pastor Márcio Valadão.

“Esse moço, Guilherme de Pádua, ficou tão conhecido. Era um artista de TV e fez aquela besteira anos atrás. Até hoje fica um estigma muito grande. Mas eu tive o privilégio de conviver com ele. Durante muitos anos, esteve conosco. Depois que saiu da prisão, cumpriu a pena, e hoje tem um trabalho de cuidar de ex-presos no ministério pastoral”, disse Valadão.

O ator também foi alvo de polêmica durante a campanha presidencial. Pádua já havia participado de manifestações pró-Bolsonaro e chegou a receber o presidente e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, para um culto na Igreja Batista da Lagoinha, onde trabalhava como pastor