Morosidade do judiciário impede que investidores assumam patrimônio da falida Bertol
No ano passado, após acordo, a Bertol liberou 1 milhão 660 mil reais para o pagamento de verbas rescisórias, salários atrasados, férias e décimo terceiro para mais de trezentos ex-trabalhadores da empresa. Passados mais de dez meses do acordo, cerca de 80% já receberam o dinheiro. No entanto, quem ainda aguarda para receber está angustiado com a morosidade da justiça do trabalho em liquidar o processo e liberar o pagamento.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Ailton Araújo, essa situação envolve aqueles trabalhadores que entraram na justiça questionando o valor que receberiam. Outra questão abordada por Araújo é referente à reutilização da estrutura física da fábrica de embalagens metálicas para outro tipo de atividade.
Há mais de seis meses está tudo abandonado e se deteriorando. Diz que existem investidores interessados em assumir o patrimônio e abrir uma nova empresa, para gerar empregos na cidade. Isso somente ainda não ocorreu porque é necessário que se conclua o processo de liquidação da antiga fábrica, o que não tem prazo para acontecer.