Ministério Público busca solução com Susepe e Corsan para esgoto do presídio regional de Passo Fundo
O esgoto que tem sido lançado próximo a residências e em um dos principais rios da região, o Rio Passo Fundo, pode ter origem do presídio regional da cidade, segundo informações do Ministério Público. Moradores do bairro São Luiz Gonzaga, um dos mais carentes do município, contam que estão sendo obrigados a deixar as casas.
Em entrevista na Uirapuru o promotor Paulo Cirne afirmou que o problema do esgoto com o presídio é antigo. As casas comuns possuem fossas e filtros para evitar estas contaminações, mas o presídio é como uma casa gigante, com mais de 700 pessoas que ficam todo o tempo lá, gerando muito esgoto. O que foi constatado é que o sistema de fossa do presídio é insuficiente e acaba deixando passar muitos resíduos.
No passado apenas ações paliativas foram realizadas, como a limpeza da fossa, mas que nunca deram resultado permanente. O que foi verificado agora é que o presídio precisa de uma reforma total no esgoto. Alguma casa pode ter contribuído, mas o grande causador é o esgoto do presídio. A SUSEPE garante obras significativas para 2019, porém o promotor destaca que o problema é urgente.
O Ministério Público aguarda uma avaliação ambiental e vai se posicionar com a possibilidade de uma liminar para obras urgentes ou com outras medidas. A Corsan não é a responsável, explicou Cirne, mas pode dar solução ao problema. Hoje a Corsan tem um cronograma de dar tratamento ao esgoto e pode escolher onde seguem estas obras.
Foi solicitado para a Corsan a prioridade para a região do presídio. A estatal sinalizou de forma positiva, porém esbarra em uma área ocupada e que necessita para uma estação elevatória de recolhimento de esgoto. O promotor afirma que a Corsan poderá ser a solução, enquanto trabalha em outras frentes.
O esgoto hoje é um dos problemas ambientais mais graves da cidade. A primeira estação de tratamento de esgoto da cidade iniciou a operação em 2003, após um acordo judicial formalizado diante de uma ação movida pelo Ministério Público, ainda em 1999. Antes disso, Passo Fundo nunca teve tratamento de esgoto, com todo este material indo direto aos rios.