Ministério da Saúde atrasa envio de medicamentos para HIV: doses estão sendo fracionadas para atender os pacientes em Passo Fundo
Desde o mês de maio, o Ministério da Saúde está enfrentando problemas para destinar medicamentos aos portadores do vírus HIV em todo país. Esse desabastecimento está gerando preocupação para os pacientes em tratamento, inclusive em Passo Fundo.
Para o tratamento, o paciente deve ingerir diariamente um coquetel, que é uma mistura dos medicamentos que atuam no organismo para impedir a multiplicação do vírus. Por se tratar de uma política do Governo Federal, cabe ao Ministério da Saúde enviar os remédios e os Estados fazem a distribuição mediante o recebimento mensal.
O acesso ao tratamento gratuito para os portadores do HIV é definido no Brasil desde 1996, pela Lei nº 9.313, que garante a distribuição dos remédios por meio do Sistema único de Saúde (SUS). Para atender todos que necessitam da medicação, a distribuição no município está sendo fracionada, e cada paciente recebe dose menor até que a situação possa ser contornada.
De acordo com a farmacêutica responsável aqui em Passo Fundo, Angelica Stefanello, esse problema tem gerado preocupação para quem precisa dar sequência ao tratamento. Cita que em alguns casos o fracionamento, mesmo sendo uma medida não regulamentada, foi a ação definida para continuar fornecendo a medicação. Ela acredita que até o próximo mês, o Ministério da Saúde, deve regularizar a distribuição.
Embora o Ministério da Saúde não esclareça oficialmente a razão dos atrasos no envio dos medicamentos, relatos na imprensa indicam que, assim como já ocorreu anteriormente, o Governo Federal vem enfrentando problemas na importação dos medicamentos que são produzidos por laboratórios estrangeiros.
Os motivos podem ser atraso nas licitações, falta de documentos, ou até mesmo pelas dificuldades de produção dos laboratórios, que não atendem a demanda.