Minha Terra Minha História conversa com Pagode, o mais antigo garçom de Passo Fundo
Aos 70 anos, Octávio Costa Andrade atua como garçom em Passo Fundo há cinco décadas. Quando veio do interior, passou a trabalhar no Bar Independência, no Hotel São Jorge e no Bar Roda Viva. Com dificuldades para trocar de profissão, acabou ficando na área e pegando gosto pela labuta.
Hoje, não se imagina em outro ramo e pretende permanecer nele enquanto for possível. No quadro “Minha Terra, Minha História” desta sexta-feira, Pagode, como foi apelidado por uma castelhana, conta que foi um dos primeiros funcionários do Casino da Maroca e passou mais de 20 anos de sua profissão trabalhando em churrascarias da cidade.
Em um contexto onde as pessoas passaram a ser mais exigentes, ele afirma que seus clientes também possuem gostos mais rigorosos e que os atende com satisfação. Muito além de receber, acomodar, anotar pedidos e servir os clientes, Pagode lembra que, em seus anos de experiência profissional, foi um consolador de corações despedaçados. Ouviu muitas queixas de amor, principalmente depois do adiantado da noite e foi um verdadeiro ombro amigo.
Lembra que uma das principais virtudes de um garçom é a discrição, e reforça que, por ser um confidente, não pode revelar o que ouve. Destaca, também, que deve ser bem educado, saber abordar as pessoas e, principalmente, gostar do que faz. Dos clientes mais frequentes, Pagode já conhece o paladar. Prepara o aperitivo e só confirma: “O de sempre!” Destes fiéis amigos, o garçom cinqüentenário já atende a quarta geração da família.
Casado, pai de duas filhas, e com uma bisneta que chegou recentemente, revela ter conhecido muitas pessoas nestas cinco décadas. Serviu gente importantes, de representação nacional, e lembra, em especial, Jayme Caetano Braun, para qual servia “batida de limão com um pinguinho de Campari”. Atualmente, trabalha em eventos e no Clube Comercial. Ele afirma que Passo Fundo é um ótimo lugar para se viver e trabalhar, e destaca a boa educação das pessoas.