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Saúde

Milhões de brasileiros convivem com zumbido no ouvido: tratamento depende avaliação por especialista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Conviver diariamente com uma espécie de barulho que os que estão ao seu lado não ouvem é a sinal de quem sofre com o zumbido. O distúrbio, embora negligenciado, atinge mais de 28 milhões de brasileiros.

 

Uma pesquisa recente, liderada pela Universidade de São Paulo (USP), está procurando identificar e construir um modelo de funcionamento do cérebro de uma pessoa que tem o problema do zumbido, com intuito de auxiliar os profissionais da área na busca pelo tratamento para quem convive com a doença Tinnitus, popularmente conhecida no Brasil como zumbido no ouvido.

 

A fonoaudióloga Stéfanie Rozin, em entrevista no Jornal Troca-Troca desta semana, citou que o zumbido não é uma doença, mas sim um sintoma que acompanha várias patologias ou desordens da orelha (externa, média ou interna), do tronco encefálico e do córtex cerebral. Além disso, cerúmen em excesso, exposição a sons intensos, doenças otológicas, podem determinar o aparecimento desse sintoma.

 

Sabe-se que fatores emocionais, odontológicos, neurológicos, metabólicos, problemas na coluna vertebral, comumente relacionam-se à percepção do zumbido. Aparece em qualquer idade, mas crianças podem ter mais dificuldade de percebê-lo e relatá-lo.

 

A especialista explica que o tratamento do zumbido vai depender de uma investigação clínica criteriosa feita pelo médico. Dependendo da provável, ou prováveis causas, pode-se direcionar para um tratamento medicamentoso, para o uso de prótese auditiva, mudança nos hábitos alimentares e de vida, alguns profissionais oferecem a acupuntura e, mais recentemente a Terapia de Habituação do Zumbido.