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Política

Mestre em Direito afirma que recado da população nas manifestações nas ruas dá o norte para as ações dos políticos

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

No último domingo (26) houve uma manifestação nacional em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Em Passo Fundo mais de 500 pessoas estiveram reunidas em carreata pelo Centro e ato na Praça da Mãe. O ato é inédito pelo fato de ser “em apoio” ao presidente e não em cobrança. Na terça-feira (28), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que os presidentes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário assinarão uma espécie de pacto com metas e intenções em resposta às reivindicações feitas durante as manifestações.

Falando na Uirapuru, o mestre em Direito, Ronaldo Laux, disse que foi extremamente importante o modo como aconteceram as manifestações. Elas aconteceram de forma espontânea e as pautas radicais, como fechamento do congresso e derrubada do STF, foram deixadas de lado, para dar lugar a pautas propositivas, como reforma da previdência e pacote anticrime do Ministro Sérgio Moro.

Laux disse que as pessoas que participaram da manifestação demonstraram uma maturidade reivindicando o andamento de temas complexos e não focando em algo específico, diferente de outros protestos. O mestre disse que os atos do último domingo foram diferentes dos realizados na semana passada, que inicialmente eram contra o contingenciamento de recursos para a educação, mas alguns grupos foram radicais e focaram em pautas de esquerda.

Para o professor, não seria necessário a pressão das ruas para que as reformas sejam aprovadas, pois as instituições estão trabalhando no andamento das pautas, porém a pressão ajuda muito. De acordo com ele, o recado da população, demonstrando de qual lado está, faz com que os políticos tomem decisões de forma mais ágil.

Ronaldo Laux falou que uma reforma, como a da Previdência, é algo que tem tudo para a população não gostar, pois terão que trabalhar mais tempo para se aposentar, e mesmo assim, as pessoas estão defendendo a mudança. Isso, de acordo com o especialista, pode fazer com que os deputados aprovem com mais facilidade a PEC.