Mesmo com avanço da vacinação, uso da máscara deve seguir em qualquer ambiente, avalia médico
Durante entrevista divulgada nesta semana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se disse contrário à obrigatoriedade do uso das máscaras.
Segundo ele, o uso da máscara tem que ser um ato de conscientização, por isso não faz sentido aplicar multas à quem não utiliza o acessório. Além disso, o ministro também destacou que até o fim de 2021 toda a população poderá abandonar o uso delas.
Em entrevista na Uirapuru, o diretor técnico médico do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Dr. Adroaldo Mallmann, afirmou que considera a declaração do ministro precipitada, ainda mais em um momento onde casos da variante delta são confirmados no país.
Mallmann destacou que todos desejam tirar a máscara o quanto antes, mas é preciso lembrar que continuamos enfrentando uma pandemia mundial. De acordo com o médico, a diminuição no número de novos casos, óbitos e internações por coronavírus deve-se, primeiramente, à vacinação, mas também ao uso da máscara, o isolamento social e a higienização correta com álcool gel.
Segundo Mallmann, do ponto de vista médico, a máscara deve continuar sendo utilizada tanto em ambientes abertos quanto fechados porque inibe gotículas invisíveis que saem da boca quando falamos. Ela tem função de “barreira” e, consequentemente, minimiza a transmissão da covid-19.
Para que a população possa parar com o uso das máscaras e comece a voltar ao normal, Mallmann ressaltou que o Brasil precisa atingir 70% da população imunizada. De acordo com ele, estamos no rumo certo com a vacinação avançando, mas por pelo menos mais 4 a 5 meses vamos precisar manter o uso da máscara.