Mesmo após reformas na Escola Mário Quintana, aulas podem retornar somente no ano que vem
A Rádio Uirapuru segue acompanhando o impasse diante da interdição da Escola Estadual de Ensino Médio Mário Quintana, que já está sem aulas há mais de 60 dias. A instituição foi fechada por problemas na parte elétrica e por oferecer risco aos alunos e professores.
Após a escola e a 7ª CRE iniciarem as obras com reparos na parte elétrica da instituição, o Estado, através da Coordenadoria Regional de Obras Pública (CROP), enviou um engenheiro eletricista para uma vistoria.
Informações repassadas para a Uirapuru dão conta de que o projeto dos reparos precisava passar pelo aval da CROP antes de ser realizado, o que não ocorreu.
Em contato com a coordenadora da CROP, Aline Bonato Scuro, a reportagem foi informada de que as instituições podem realizar pequenas reformas, de até R$ 30 mil, sem a necessidade do aval do Estado, porém a Mário Quintana precisa passar por uma reforma elétrica completa, que envolve um valor maior.
Aline destacou que as melhorias feitas até o momento não são suficientes para a liberação do imóvel. Explicou que a configuração da obra mudou, portanto será necessário um novo projeto, uma nova licitação, contratação de empresa e execução da obra, que tem um prazo mínimo de seis meses.
Procurada pela Uirapuru, a direção da Escola Mário Quintana afirmou que foi informada desta situação e que o prazo que a instituição trabalha agora para retorno das atividades é março de 2020, se algo não for mudado. A direção afirmou também que já solicitou para a 7ª CRE a locação de um espaço para que as aulas possam acontecer, porém há dificuldade em encontrar um local apropriado devido ao número de alunos. Para as aulas acontecerem, com o mínimo de conforto, seriam necessárias nove salas de aula.
O coordenador da 7ª CRE, Elton de Marchi, informou que está em reunião com a Secretaria de Educação buscando alternativas e prometeu solucionar o problema ainda nesta semana.
De acordo com Marchi, existem duas possibilidades sendo discutidas. A primeira seria a liberação de parte das salas de aulas da escola Mário Quintana para que as atividades retornassem em forma de rodízio. A segunda opção é, junto ao governo do Estado, encontrar um local para que os alunos possam ser realocados e voltar as aulas ainda nesta semana.