Mercado de veículos fecha 2025 com oscilações, leve queda na Fipe e consumidor migrando para usados de até 80 mil, avalia especialista
O mercado de veículos sofreu grande transformação com a pandemia. Em poucos meses houve uma mudança drástica nos preços e na oferta de veículos. A raiz desta mudança ocorreu na redução da produção mundial e no encarecimento de componentes digitais. A consequência foi uma mudança profunda e direta nos carros usados e também nos novos. Quem consulta frequentemente a Tabela Fipe, que é uma média de valor com base em pesquisa oficial, notou alguns veículos quase dobrando de valor de mercado em quatro anos. Para avaliar como o ano está fechando neste aspecto, a Uirapuru conversou com o empreendedor Alexandre Maffessoni, da empresa Maffessoni Car Expert. Ele é especialista em compra e venda de veículos, atendendo carros zero km e usados, de todas as marcas, com mais de uma década de experiência no setor. Conforme ele, 2025 confirma que o mercado ainda vive um período de ajustes importantes.
Segundo Maffessoni, o ano foi desafiador, marcado por altos e baixos tanto nas vendas de carros novos quanto dos seminovos. Ele explica que houve uma procura mais concentrada em veículos usados na faixa de setenta a oitenta mil reais, enquanto o mercado zero quilômetro apostou em campanhas fortes para estimular as vendas. Mesmo assim, muitos clientes reclamaram da baixa avaliação de seus seminovos no momento da troca por um carro novo, um fator que pesou na decisão de compra.
Apesar disso, o empreendedor avalia que 2025 foi positivo. Ele reforça que os resultados dependem muito da dedicação de cada profissional e que, com trabalho consistente, o desempenho tende a melhorar. Maffessoni destaca ainda que os preços tiveram uma leve queda acompanhando o movimento natural da Tabela Fipe e que nada destoou de outros ciclos anteriores do setor. Para ele, o ano deixa aprendizados importantes e prepara o mercado para 2026, que deve ser ainda mais desafiador.
A economia fragilizada e as taxas de juros elevadas devem continuar influenciando o comportamento dos consumidores. Um reflexo disso é o aumento da procura pelo consórcio como alternativa de compra, embora o modelo ainda gere dúvidas por ser mais burocrático e lento para quem tem urgência. Mesmo assim, Maffessoni encerra com uma visão otimista: apesar das dificuldades, 2025 registrou um desempenho positivo para quem atua no segmento e manteve a dedicação ao trabalho.