Meningite meningocócica não é registrada na região de Passo Fundo em 2016
A Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde, por meio do Laboratório central do Estado (PIB-Lacen), isolou e identificou uma cepa inédita de meningite no Rio Grande do Sul. As mais frequentes são B, C, W e Y. O Grupo X tem pouca circulação, sendo a primeira detecção no Rio Grande do Sul. O novo tipo foi identificado em uma criança de três anos.
De acordo com o enfermeiro epidemiológico responsável na 6ª coordenadoria regional de saúde, Gilberto Santet, nenhum caso foi confirmado da doença em Passo Fundo e na região. Segundo ele, a 6ª coordenadoria abrange 62 municípios e entre 600 mil habitantes, nenhum caso de meningite meningocócica, o tipo mais preocupante, foi confirmado até o momento.
Gilberto destacou que, durante o ano de 2016, nos municípios que compõe a 6ª coordenadoria, foram notificados 79 casos suspeitos de meningite. Destes 79 casos, nenhum confirmou meningite meningocócica.
O novo tipo encontrado, conforme o enfermeiro, é mais um vírus que está circulando no Estado e que preocupa os especialistas, por ser um tipo incomum. Existe uma vacina que protege contra a doença, o especialista destaca, que a mesma não tem uma duração efetiva. Normalmente é feita em crianças nos primeiros anos de vida com 2 doses e um reforço. O tempo máximo de duração dos anticorpos é de 2 anos.
Com relação aos sintomas da doença, gerando são registradas febre alta, dores de cabeça fortes, vômito, perda de apetite e sonolência. O enfermeiro Gilberto Santet salienta a importância de ficar atento a esses sintomas, e procurar imediatamente um médico. Pois, segundo o especialista, quando a doença é trata a tempo, é possível reverter o quadro clínico e evitar sequelas.