Medidas econômicas do governo Temer não entusiasmam comércio e setor deverá se recuperar somente em 2018
O governo do presidente em exercício, Michel Temer, anunciou na última terça-feira (24) medidas para tentar conter o avanço dos gastos públicos e retomar o crescimento da economia brasileira. Na segunda-feira, o governo enviou ao Congresso um pedido de autorização para que as contas públicas cheguem ao final do ano com um rombo recorde de R$ 170,5 bilhões.
O primeiro pacote da nova equipe econômica prevê a devolução de pelo menos R$ 100 bilhões em dívida que o BNDES deve ao Tesouro Nacional, além de propostas de limitação dos gastos públicos e de extinção do fundo soberano para abate do endividamento. Muitos analistas estão dizendo que estas medidas não encorajam a economia e os empresários.
A economista e professora de economia da UPF, Cleide Moretto, explicou que estas medidas ainda não deixam os empresários seguros e por isso a economia está ainda receosa. Destacou que, se o cenário político seguir firme e em uma direção clara, a economia brasileira voltará a crescer somente em 2018. Cleide explicou que no restante de 2016 e início de 2017 a economia seguirá em crise profunda, já que uma recuperação diante do que ocorreu é sempre lenta e depende de vários fatores.