Médicos paralisam atividades contra medidas impostas pelo governo federal
Mais de 150 médicos, residentes e estudantes de Medicina realizaram ontem, dia 30, em Passo Fundo, uma mobilização. Além de paralisarem alguns atendimentos, ontem e hoje, eles entregaram panfletos na Praça Tamandaré e saíram às ruas até a Secretaria da Saúde, reivindicando posição do executivo sobre as mudanças propostas.
O Secretário da Saúde, Luiz Arthur Rosa Filho, recebeu os manifestantes e declarou que o município adere à um programa de bolsas do Governo Federal para os estudantes e por isso ainda não falta médicos. Quando questionado sobre o município ter aderido ao Programa Mais Médicos, Rosa Filho disse que não pode abrir mão dessa ação pois, a cidade corre o risco de perder médicos para municípios menores da região.
A presidente da AMEPLAN, a médica Sabine Chedid, explicou que a categoria decidiu informar à população sobre a MP 621, que se refere a trazer médicos de outros países para atender a população menos privilegiada sem passar pelo Revalida. Ela também apontou que a categoria é contra o aumento do número de anos de formação, que passariam de seis para oito anos, sendo que nos dois últimos anos, esses alunos, sem mesmo terem recebido o diploma, deverão prestar um serviço civil obrigatório, no atendimento ao SUS.
A médica explica que essas medidas são, no mínimo, irresponsáveis pois, mesmo que os alunos tenham a melhor formação, eles estarão sendo expostos a um atendimento nas periferias sem suporte. Segundo a médica Sabine, os atendimentos eletivos prestados através do SUS, como consultas médicas e cirurgias, previstos para esta terça e quarta-feira, foram totalmente paralisados, sendo agendados novamente em outras datas. Na iniciativa privada, os médicos foram orientados que, na medida do possível, reagendassem as consultas.
Ela garante que os atendimentos de urgência e emergência estão sendo realizados normalmente em Passo Fundo.
Hoje, dia 31 de julho, quarta-feira, a mobilização segue com os médicos junto às unidades de atendimento de saúde da cidade. A organização da mobilização no município está a cargo das entidades: AMEPLAN, SIMERS, CREMERS, AMRIGS, CEPROM, Faculdade de Medicina e Médicos Residentes dos Hospitais São Vicente de Paulo e da Cidade.
Hoje, dia 31 de julho, quarta-feira, a mobilização segue com os médicos junto às unidades de atendimento de saúde da cidade. A organização da mobilização no município está a cargo das entidades: AMEPLAN, SIMERS, CREMERS, AMRIGS, CEPROM, Faculdade de Medicina e Médicos Residentes dos Hospitais São Vicente de Paulo e da Cidade.