Médicos devem cumprir a jornada de trabalho estabelecida em contrato, diz presidente do Simers
Umas das grandes reclamações dos usuários da rede pública de saúde é com o não cumprimento dos horários por parte de alguns médicos. Essa também é uma das preocupações do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers).
Em algumas cidades, como Porto Alegre, os profissionais da área médica utilizam o ponto digital para assegurar o cumprimento integral da sua jornada de trabalho.
O presidente da categoria, Paulo de Argollo Mendes, explica que há duas formas de contratação de médicos. Uma por carga horária, como no caso de plantões, no qual o profissional vai receber por determinado período, independente de quantas consultas realizar.
E a outra é pelos serviços prestados, mais ou menos como é feito hoje na iniciativa privada. Nessa modalidade o médico é contratado para o atendimento de um número fechado de pacientes e, pelo Código de Ética Médica, tem que dedicar a cada um deles o tempo que for necessário.
Mendes salienta que antes era comum o médico assinar o contrato com uma jornada de trabalho e a prática ser outra. Por isso, frisa que os profissionais têm que seguir rigorosamente o que está escrito no contrato, mesmo que isso traga algum prejuízo para a população que só vai poder ser atendida por ele dentro do horário ou da demanda estabelecidos.