Médico explica que ainda é cedo para avaliar índice de óbitos pelo coronavírus porque processo segue ocorrendo
Nesta quinta-feira (16), o Estado roda novamente os dados no sistema informatizado para avaliar a situação do coronavírus em todas as regiões gaúchas. Passo Fundo segue na bandeira vermelha, inicialmente por 14 dias, mas após nova rodada de dados poderá contestar os dados até o amanhecer do próximo domingo. Se o Estado acatar nova contestação, a bandeira vermelha poder ser alterada para laranja em anúncio na próxima segunda-feira. No entanto, dados municipais mostram um cenário complicado quanto o número de óbitos desde a última sexta-feira em nossa cidade.
Na última sexta-feira, dia 10 de julho, a cidade registrou dois óbitos no mesmo dia devido ao vírus. Isso elevou o total de mortes para 50 naquele dia. Infelizmente, no sábado houve novo registro, assim como na maior parte dos dias seguintes, incluindo na última segunda-feira, quando a cidade teve quatro óbitos, sendo um deles registrado no dia seguinte. Esta sequência elevou o número total de mortes envolvendo moradores locais para 56 até ontem. Com isso, desde a última sexta-feira, Passo Fundo teve 6 mortes devido ao vírus.
Passo Fundo é uma das cidades que tem a taxa de mortalidade levemente abaixo da média gaúcha de mortes por casos confirmados, estando em 2,3%, enquanto o Estado tem 2,6% de taxa de letalidade. Carazinho, de acordo com o Estado, tem uma taxa de mortalidade de 3,5%, enquanto registra 6 mortes em pouco mais de 170 casos confirmados.
Falando sobre este assunto na Uirapuru, o Dr. Júlio Stobbe, explicou que ainda é muito cedo para avaliar taxa de óbitos, se foi pouco, muito, correto ou incorreto. Isso vai ocorrer daqui a um ano. Disse que, se pegar a mortalidade pelo vírus entre os 50 municípios mais populosos, este dado muda muito com o passar dos dias. Alertou que a medida que a doença vai se propagando e os casos se estabelecendo os números vão estabilizando e dando um resultado maior ou menor. Citou que no início das bandeiras eram todas as regiões em amarelo, depois laranja e agora muitos em vermelho.
Stobbe disse que é só uma questão de tempo até municípios que hoje não tem bandeira vermelha experimentarem um aumento de casos e possível bandeira mais restrita. isso vai acontecer dependendo da velocidade que as pessoas interagem e assim propagam o vírus.
Ouça a entrevista com o médico Dr. Júlio Stobbe: