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Saúde

Médico alerta: vapor de cigarros eletrônicos pode causar doenças pulmonares

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Médico alerta: vapor de cigarros eletrônicos pode causar doenças pulmonares

Há décadas se trava uma luta contra o cigarro, porém, o consumo vai encontrando novas formas e o hábito acaba atingindo mais pessoas, especialmente os jovens. Agora o Brasil passa pela febre dos cigarros eletrônicos, a maioria vinda da china ou Paraguai, sem nenhum controle do que tem dentro. Recentemente, um cantor sertanejo teve problema pulmonar e alertou os fãs sobre o uso deste produto de vapor.

Em entrevista na Uirapuru, o médico pneumologista da Clínica do Pulmão e que atua também no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Dr. Vinícius Dal Maso, confirmou um aumento no uso dos cigarros eletrônicos em Passo Fundo, principalmente nos últimos meses e entre os jovens.

Conforme o médico, estes dispositivos eletrônicos não são isentos de riscos, como se pensava previamente. De acordo com ele, em 2019 iniciaram relatos e alertas sobre a possibilidade de manifestações pulmonares através do cigarro eletrônico. Isso porque, assim como o cigarro tradicional, ele também tem nicotina e quando é usado em doses maiores, pode causar doenças pulmonares, até mesmo câncer de pulmão.

Segundo o médico, também desde 2019 surgiram evidências de lesões pulmonares relacionadas aos vaporizadores. Ele explica que este vapor causa malefícios, principalmente em homens e jovens, podendo levá-los ao óbito. Nos Estados Unidos, por exemplo, o pneumologista relatou que já ocorreram cerca de 3 mil internações de pessoas devido a problemas causados por dispositivos eletrônicos.

Ele explica que este tipo de cigarro produz vapores com diluentes, em sua maioria desconhecidos, que causam processos inflamatórios, levando o usuário a falta de ar, tosse, diarreia, entre outros sintomas, devido o nível de gravidade. Conforme o médico, o principal tratamento contra estes sintomas é a suspensão do uso do cigarro eletrônico.

Dal Maso lembra que, no começo, o cigarro tradicional também era bonito e virou moda, porque poucos sabiam seus malefícios, o que pode estar se repetindo agora com os “vapes”. Também alerta que não é recomendável usar o produto como medicamento para suprir a falta do cigarro, porque ele segue tendo nicotina e os mesmos malefícios do tradicional.

Ainda segundo Dal Maso, a medicina está em uma fase de estudos em torno do produto. A Anvisa, que regula esse tipo de dispositivo, ainda não aprovou sua comercialização. O médico afirma que, se um produto não é aprovado pela agência, não deveria ser utilizado em casas noturnas e ambientes fechados. Até conhecer melhor o que compõe o cigarro eletrônico, o pneumologista orienta que as pessoas diminuam o uso dele.