Médico acredita que regulamentação da Inteligência Artificial vai tornar a medicina melhor e mais acessível
O Diário Oficial da União (DOU) publicou nesta semana uma resolução do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) que regulamenta o uso da Inteligência Artificial (IA) na prática médica. A norma, inédita no país, estabelece diretrizes que visam garantir a autonomia do médico, a transparência no uso da IA junto ao paciente, a segurança dos dados pessoais e a responsabilidade profissional. Com a crescente presença da tecnologia em diversas áreas — especialmente na medicina — o Cremers busca oferecer maior segurança jurídica e ética tanto para os profissionais quanto para os pacientes.
A resolução marca um passo importante na adaptação da prática médica aos avanços tecnológicos, sem abrir mão dos princípios fundamentais da medicina. O tema é relevante e, embora algumas pessoas possam pensar se tratar de algo futurista e distante, a robótica e inteligência artificial estão atuando de forma intensa já hoje em Passo Fundo.
Nesta semana a Uirapuru noticiou, por exemplo, que o HSVP realizou mais de 400 cirurgias robóticas em três anos na cidade. Ao mesmo tempo, setores hospitalares já são atendidos pela inteligência artificial. Diante disso a Uirapuru conversou com o Conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul- CREMERS, Dr. Vinicius Lain. Conforme ele, a Inteligência Artificial já está muito inserida na sociedade e, praticamente todas as pessoas, utilizaram de alguma maneira algum serviço ou aplicativo de IA.
Sendo assim, a medicina optou por ser adaptar a essa nova realidade em dois sentidos: primeiro não frear o desenvolvimento dessas ferramentas e segundo para mostrar para os médicos que ainda não tem tanto contato com essa evolução tecnológica, que eles precisam se atualizar.
De acordo com Vinicius, a regulamentação da Inteligência Artificial é muito inicial ainda, pois há muitas dúvidas ainda sobre como será o futuro. O médico acredita que as novas tecnologias vão melhorar a medicina, torná-la mais barata e, assim, mais pessoas terão acesso. No entanto, ele não acredita que a IA vá substituir o médico, muito menos tomar decisões. Vinicius reitera que, mesmo que a máquina tenha um acerto muito grande e a Inteligência Artificial seja útil, existe a necessidade de um ser humano dando os comandos e solicitando as respostas para a tecnologia.