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Cidade

Manifestações e missas marcam um mês da morte dos agricultores em Faxinalzinho

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Hoje faz um mês da morte dos irmãos e agricultores Alcemar de Souza, 41 anos, e Anderson, 26 anos, em Faxinalzinho.  Eles foram assassinados, no dia 29 de abril, a tiros e pauladas por indígenas devido a conflito sobre demarcações de terra que já duram 12 anos na região.  

 

A Polícia Federal (PF) identificou oito indígenas suspeitos das mortes — o cacique Deoclides de Paula e mais quatro índios estão presos provisoriamente.  Os outros três são foragidos.  Para marcar a data, às 17h de hoje, hora em que os irmãos foram mortos pelos índios, os sinos de várias igrejas, de Faxinalzinho e das cidades vizinhas deverão tocar para lembrar a tragédia.

 

Além disso, a Comissão de Agricultores e Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Sindicato Rural de Ciríaco realizam durante toda esta quarta-feira, manifestação contra a demarcação de terras indígenas e missas pelo um mês de assassinato dos agricultores.

 

O ato inicia às 09h da manhã, na BR 285 em Cruzaltinha, ao meio dia lanche será distribuído e às 15h uma missa será rezada na BR.  Há 12 anos, os caingangues reivindicam uma ampliação de 5,9 mil hectares na reserva indígena de Votouro, que tem 3,3 mil hectares nas cidades de Faxinalzinho e Benjamin Constant do Sul.  

 

Esse eventual aumento na área tiraria a terra de pelo menos 200 pequenos produtores rurais.  Sobre as investigações do crime, elas continuam ocorrendo.  A prisão temporária dos índios vai até o dia 9 de junho e deve ser prorrogada, após o término desse prazo.