Maioria dos ouvintes do Sem Segredo acham que é dever da família educar para a vida sexual
A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lançaram nesta semana a campanha Tudo Tem seu Tempo, que visa a educar jovens sobre sexo e gravidez na adolescência. A ação que vem sendo chamada de “abstinência sexual” tem como foco duas faixas etárias: de 15 a 19 anos e abaixo de 15 anos.
Por isso, o Sem Segredo do último sábado (08) perguntou: pregar a abstinência sexual na adolescência é uma boa ideia? O tema dividiu a opinião dos ouvintes. Para alguns a campanha seria mais uma de muitas campanhas de prevenção que auxiliaria na educação sexual dos adolescentes. Para outros conversar, explicar e orientar, sobre a educação sexual, é um papel que diz respeito a família.
Ouça a opinião dos ouvintes:
Para a professora da Faculdade de Medicina da UPF, farmacêutica e bioquímica, Keila Liliana Alves de Lima Deucher, a campanha tem lógica, visto o cenário da saúde pública nos dias de hoje, o número de pessoas com doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce cresce a cada ano. Ela explicou que a grande maioria das pessoas que estão infectadas com doenças sexualmente transmissíveis são jovens com menos de 25 anos.
Para Keila a crescente no número de casos que se relaciona ao aumento da atividade sexual tanto em idade, quanto em número de parceiros. Frisou que a campanha vem para trazer mais uma ferramenta, juntamente, com campanhas de prevenção, na ideia de esperar para iniciar a atividade sexual.
Confira o que disse a professora Keila Liliana Alves Deucher:
Para a psicóloga, Eliana Bortolon a ideia da liberdade sexual da mulher e relacionamentos antes do casamento eram tratados como tabus. Ela explicou que quando a constituição familiar começou a se mostrar diferente, isso exigiu que as politicas públicas também tivessem um ajustamento. Segundo a psicóloga a gravidez precoce tá relacionada, muitas vezes, com uma relação incestuosa, ou seja, quando a relação sexual é praticada entre membros de uma família.
De acordo com Eliana, muitas vezes os próprios familiares são os abusadores e as vítimas do abuso acabam não buscando um profissional da saúde por sentir vergonha da situação. Ela explicou que o SUS avançou com uma politica de atendimento e orientação sexual. Disse que os profissionais de saúde podem atender adolescentes que vão até as unidades de saúde sozinhas.
Em relação a prevenção e o uso do anticoncepcional como forma de prevenção da gravidez, disse que a menina passa por uma avaliação para começar a ingerir o medicamento. E que o uso de métodos anticoncepcionais são uma das formas mais eficazes de evitar uma gravidez precocemente.
Confira a opinião da psicóloga, Eliana Bortolon: