Maioria dos ouvintes defende os direitos dos professores, mas é contra a realização de greves
No último sábado (30) o programa Sem Segredo, questionou os ouvintes sobre a realização de greves, por parte dos servidores públicos estaduais, em tempos de crise no governo do Estado. Participaram do debate o coordenador da 7ª Coordenadoria Regional de Educação, Santos Olavo Misturini e o presidente 7º Núcleo do Ceprs, Orlando Marcelino da Silva.
A cobrança pelo aumento do salário dos servidores estaduais é uma reivindicação antiga, não apenas durante o governo atual. Apesar do momento de crise econômica do Estado, os professores estaduais já têm greves programadas para o mês de março.
Defendendo o governo estadual, o coordenador e professor, Santos Olavo Misturini, afirma que a greve não é a solução, mas sim, a mobilização através do diálogo. Para ele, é preciso aguardar que o governo se recupere financeiramente. Após as mudanças na cobrança de impostos, tenha um período de arrecadação, para assim ter condições de aumentar os salários.
Já o presidente do Cpers da região, Orlando Marcelino da Silva defende a realização de greves, como a maneira mais eficaz para reivindicar os direitos da categoria. Orlando critica a política do governo, a forma de arrecadação e o aumento dos impostos. Para ele, tudo isso, leva a cada vez a mais desorganização.Marcelino revelou que as aulas vão começar com um atraso de dois meses nas verbas, aumento de matrículas e falta de professores.
A maioria dos ouvintes acreditam que os professores não recebem salários justos, mas é contra a realização de greves. Para eles, as paralisações prejudicam o andamento do ano letivo e a recomendam a categoria uma outra maneira de reivindicação.