Maioria dos ouvintes considera injusto apreender mercadorias dos senegaleses
Muitos são os senegaleses que vendem produtos importados nas ruas de Passo Fundo, mas essa venda não é legalizada. Até que ponto é justo apreender tais produtos? Este foi o tema do programa Sem Segredo do último sábado. Participaram da discussão o coordenador da fiscalização municipal, Jorge Pires, o advogado Luiz Alfredo Gallas e a presidente do SINCOMERCIO, Sueli Marniri.
Representando a fiscalização municipal, o fiscal Jorge Pires destacou que eles apenas cumprem a lei. Conforme ele, todos os vendedores ambulantes são fiscalizados da mesma forma, sem distinções.Muitos ouvintes criticaram a forma de abordagem por parte dos fiscais com os senegaleses. Sobre o assunto o fiscal explica que a abordagem é mais firme quando os vendedores não querem entregar as mercadorias, e o diálogo não acontece.
O advogado Luiz Alfredo Gallas defendeu que venda dos senegaleses não prejudica o comércio local, pois os valores das mercadorias são baixos. Salientou que a lei municipal que permite somente ambulantes dos gêneros alimentícios e comerciantes de artesanatos, precisa ser revista, sendo muito antiga.
Em nome do comércio de Passo Fundo, a presidente do SINCOMERCIO, Sueli Marini destacou importância do produto legalizado para a segurança dos consumidores e movimentação da economia. Conforme ela, a venda ilegal traz prejuízos não somente para o comércio, mas também para a sociedade, sem a arrecadação de tributos e consequentemente recursos para a cidade. Além disso, o comércio ilegal fomenta outros problemas sociais, como o tráfico de drogas e furtos.
Para maioria dos ouvintes é injusto apreender as mercadorias vendida pelos senegaleses.Os ouvintes destacaram que o trabalho realizado por eles é digno, mas que devem seguir uma legislação que ainda precisa ser adequada para regrar as atividades. Alguns ouvintes sugeriram taxas menores para legalizar o serviço.