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Economia

Maioria dos municípios gaúchos terá dificuldades para fechar as contas no final do ano

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Os municípios atravessam a pior crise dos últimos sete anos.  Essa é a avaliação pode ser feita baseada em pesquisa elaborada pela Federação das Associação dos Municipios (FAMURS) sobre o fechamento de contas das prefeituras gaúchas. 

 

Segundo o levantamento, 108 prefeitos alegam que terão dificuldades para quitar todos os compromissos do município até o final do ano.  Isso significa que seis entre dez prefeituras deixarão pendências financeiras para quitar em 2016. 

 

O estudo foi realizado entre os meses de agosto e setembro e contou com 181 respostas.  Em virtude desse momento, os municípios realizaram na sexta-feira uma mobilização onde reivindicam um novo Pacto Federativo. 

 

A mobilização foi batizada de Movimento do Bolo, em referência à pequena fatia dos municípios na divisão do bolo tributário, hoje em apenas 18%. A União fica com a maior fatia, 57%, enquanto os Estados recebem 25% do bolo. 

 

Para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, municípios apelam para a economia de recursos.  Conforme a pesquisa da Famurs, 96% das prefeituras já realizaram corte de despesas para não gastar mais do que arrecadam. 

 

Seger Menegas, prefeito de Tapejara, cita que estão tramitando no Congresso Nacional projetos que se aprovados farão uma revisão no modelo de divisão utilizado atualmente.  Diz que esse é o momento para buscar essa readequação e proporcionar alívio aos municípios que estão sendo penalizados cada vez mais com menos recursos.

 

 Em meio a este cenário destaca-se Passo Fundo, que é uma cidade polo em educação, saúde e também na indústria. Devido a essa concentração de setores que movimentam a cidade, Passo Fundo é hoje uma ilha em meio ao mar de instabilidade financeira, pagando em dia seus compromissos e ainda investindo na economia e no desenvolvimento local.