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Segurança

Maioria dos casos de afogamento ocorrem por falta de segurança e em momentos de descontração

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Maioria dos casos de afogamento ocorrem por falta de segurança e em momentos de descontração
Maioria dos casos de afogamento ocorrem por falta de segurança e em momentos de descontração

O último final de semana foi de muito calor e registrou ao menos duas mortes por afogamento na região de Passo Fundo. No primeiro caso, um homem desapareceu ainda no sábado (30) em um açude no bairro Santa Terezinha, em Carazinho. Os mergulhadores de Passo Fundo foram acionados e no domingo (31) o corpo foi localizado submerso.

Também no domingo, um homem, morador de Saldanha Marinho, morreu afogado na cidade de Quinze de Novembro. Ele estava na localidade de Lago Passo Real, junto a um camping, entrou na água, passou mal e acabou se afogando. Além desses dois casos, um professor de Soledade foi localizado morto na Barragem de Ernestina. Neste caso, porém, a situação não teria sido afogamento e as causas da morte estão sendo investigadas.

Em entrevista na Uirapuru, o comandante do 7º Batalhão de Bombeiros Militar Regional, Tenente Coronel Ricardo Mattei, afirmou que afogamentos podem ocorrer com qualquer um, desde quem não sabe nadar, até os que nadam bem.

De acordo com ele, a questão principal é a de comportamento e local. Segundo o bombeiro, um levantamento recente mostrou que as ocorrências de afogamento vem sendo reincidentes e ocorrem justamente nos locais que as pessoas utilizam para fins de descontração, entretenimento e não levam em consideração as regras de segurança.

Mattei afirma que isso fatalmente faz com que as pessoas, em sua maioria jovens, adolescentes e adultos até 35 anos, percam sua vida por não levar em consideração os cuidados necessários. O comandante também afirmou que temos na região de Passo Fundo diversos locais para banho que apresentam certa segurança, mas muitos não tem isso. Segundo ele, é preciso ficar atento aos locais desconhecidos ou com água turva, independente de dar pé ou não.

Mattei explica que um banho seguro é aquele onde a pessoa está em uma parte rasa, com água na altura do umbigo e em partes onde mesmo com uma indisposição física terá margem de segurança para evitar afogamento. O comandante também lembra que pessoas que abusam do álcool são as que mais se colocam em situações de risco, pois através da bebida elas criam coragem para até mesmo nadar em profundidades acima da capacidade. Além disso, um mal súbito pode ocorrer dentro da água, devido a forte ingestão do álcool.

A dica que o Corpo de Bombeiros traz é de nunca entrar em locais isolados sem um acompanhante que possa prestar auxílio fora da água. Também orientam que as pessoas não se atirem na água se não souberem nadar e indicam que não frequentem locais que coloquem a vida em risco pela questão da profundidade ou com forte correnteza.

Mattei afirma que a segurança quem faz somos nós, com disciplina e cuidando nosso comportamento. Ressalta que essa segurança precisa sempre vir em primeiro lugar e superar a necessidade de querer banhar-se em locais que pode se expor desnecessariamente.