Maioria das crianças aptas a adoção em Passo Fundo tem mais de seis anos
Nesta quarta-feira, 25 de maio, é celebrado o Dia Nacional da Adoção. A data visa promover debates sobre um dos princípios mais importantes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é o direito da convivência familiar e comunitária com dignidade. Quando as crianças são negligenciadas ou abandonadas por seus pais biológicos, a adoção é uma alternativa para não privar o jovem de usufruir uma relação harmoniosa e saudável em um contexto familiar e social. No Brasil, a data foi oficializada no decreto de lei número 10.447, em maio de 2002.
Falando sobre a data na Uirapuru, o presidente do Grupo de Apoio à Adoção de Passo Fundo (Adotchê), Rogerio Tirapelle, explicou que qualquer pessoa pode adotar uma criança ou adolescente, seja mãe ou pai solo, modalidades menos frequentes, mas que também ocorrem. Ainda, Tirapelle destaca que, por óbvio, quando se fala em casais, podem adotar uma criança famílias de qualquer modalidade, seja heterossexual ou homoafetiva, que estão crescendo o número de pedidos de adoção em Passo Fundo.
O presidente explicou que, quando crianças e adolescentes precisam ser retirados de suas famílias de origem por questões que envolvem violação de direitos ou casos de abandono, elas são colocadas em casas de acolhimento e ficam sob tutela do Poder Público. A pessoa que pensa em adoção deve percorrer todo um procedimento, que inicia com um pedido na justiça, o qual o Adotchê oferece orientação e auxílio necessário, encaminhando para os órgãos corretos e trilhando o caminho que consta no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Após a pessoa tornar-se habilitada, Tirapelle explica que os futuros pais devem aguardar serem chamados pelo Juizado da Infância e da Juventude para visitar uma casa de apoio e dar segmento na adoção. Ele também esclareceu que, dentre tudo que precisa ser elaborado para dar andamento ao processo de adoção, os pais devem preencher aquilo que é chamado de perfil das crianças ou adolescentes.
O presidente do Adotchê destaca que, na grande maioria das vezes, os pretendentes de adoção buscam perfis de crianças recém-nascidas, ou com, no máximo 3 a 4 anos de idade. No entanto, o maior número de crianças para serem adotadas, não só em Passo Fundo, mas em todo o Brasil, são de meninos e meninas mais velhos, com idades entre 7, 8 e 9 anos ou mais.
A média de tempo para adotar uma criança, segundo Tirapelle, é de 4 a 5 anos para o perfil de recém-nascidos. Já o prazo para adotar crianças mais velhas cai pela metade, sendo mais rápido, já que existem mais meninos e meninas nessa faixa etária. Não há preferência pelo sexo da criança, sendo que meninos e meninas são adotados na mesma proporção.
O presidente do Adotchê destaca que o grupo está a disposição de todos que tiverem interesse no tema, através das redes sociais e, em breve, com a volta de reuniões presenciais. O contato com o grupo também pode ser feito através do telefone (54) 3314-8209.