Magistério municipal fica fora das negociações salariais com Executivo
De acordo com o CMP Sindicato, o magistério municipal está sendo deixado de lado pela administração municipal e pelo Simpasso, que ainda representa legalmente a categoria até que o CMP receba a carta sindical solicitada há poucos meses, após a criação do sindicato. Propondo um encontro com o Executivo desde o mês de dezembro do ano passado, a direção colegiada do CMP não participou das reuniões referentes ao reajuste salarial que inclui a categoria que representa.
Na negociação até então feita de portas fechadas entre Prefeitura e Simpasso, o governo ofereceu reajuste salarial de 11%, sendo 8,2% a contar de primeiro de abril e 2,8% a contar de primeiro de agosto, com reajuste integral de 11% para o ticket alimentação também em abril. O sindicato solicitou reajuste de 12,09%, valor considerado insuficiente pelos representantes dos professores, que acreditam que um reajuste menor a 15% é inviável para a categoria.
A justificativa dos representantes dos professores municipais é que ao oferecer 8,2% para o mês de abril a proposta fica abaixo do piso nacional dos professores, que já teve a data base (que é em janeiro) desrespeitada pelo Executivo. “Ao ofertar 11% parcelado, percebe-se que a atual administração não tem vontade alguma de pagar a tal conta com o magistério. Na verdade, estamos vivendo um calote, pois acumulamos perdas nos últimos três anos de governo Luciano Azevedo”, desabafa o professor Eduardo Albuquerque.
Ele alega, ainda, que a extensa pauta de reivindicações apresentada pelo magistério no início do mandato do governo Luciano Azevedo não avançou e não foi atendida. “Questões como isonomia, criação de níveis para mestrado e doutorado entre outras itens fundamentais para nossa carreira estão sendo tratados com total descaso”, disse.
Calculando o prejuízo dos professores do município:
Em dezembro de 2012, quando o prefeito Luciano Azevedo assumiu, o piso nacional em era de R$1451,00. Em janeiro deste ano passou para R$2135,64, totalizando um aumento de 47,18% em quatro anos.
Já o piso municipal quando Luciano Azevedo assumiu era de R$1545,50 e hoje é de R$1975,40. Com o aumento de 11% proposto pelo prefeito o valor passará a ser de R$ 2192,69, resultando em um aumento de 41,8% em quatro anos. Isto é, em quatro anos a categoria terá uma perda de 5,38%.
No início do ano a Universidade de Passo Fundo divulgou o índice da sexta básica em Passo Fundo, que é de R$756,76. O ticket alimentação, de acordo com o Portal Transparência, é de apenas R$435,35.