Mães do coração: adoção é opção para quem não pode ter filhos
Neste Dia das Mães vamos falar para aquelas mães, que sonham em ser mães do coração, afinal, a maioria das mulheres pensa em ser mãe desde pequenininha. Acontece que chega um determinado momento na vida em que o organismo feminino dificulta o processo, mas isto não pode e nem deve ser considerado o fim do mundo, já que milhares de crianças aguardam ansiosamente pela oportunidade de ter uma família por meio do processo de adoção.
De acordo com Silvana Anzilieiro, assistente social responsável pelo Juizado Regional da Vara da Juventude, hoje é cada vez maior o interesse de mulheres e casais interessados na adoção. Ela revela que em Passo Fundo existem, atualmente, quatro casas que abrigam crianças para adoção e cerca de 50 casais cadastrados aguardando a adoção. Por mês, cerca de 15 pedidos são recebidos na cidade.
Hoje, para adotar uma criança é preciso cadastrar-se no programa nacional de adoção. Para isso um cadastro é feito no juizado, os interessados encaminham a documentação ao juiz e após é realizada uma avaliação. Nesta ficha, os pais também poderão escolher o perfil da criança que desejam adotar, podendo optar pelo sexo, idade, condições de saúde e até o tipo físico.
A maior procura é por bebês do sexo feminino. No entanto, conforme explica Silvana, essas exigências podem prolongar o período de espera, para mais de dois anos. Já se a escolha for por crianças de até cinco anos, o processo pode se tornar muito mais ágil. Por isso, ela registra a importância de pensar nessas crianças, que como as outras também precisam de um lar e de uma mãe.