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Saúde

Mãe mantém filho doente amarrado para não ser agredida

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A Rádio Uirapuru recebeu a denúncia de que uma mãe teria amarrado o seu filho na cama, porque ele sofria de uma doença mental e teria tentado matá-la. A equipe de reportagem foi até o local e constatou a triste realidade de dona Eva Portella. Aos 60 anos, ela cuida, praticamente sozinha, do filho Robson, que tem 26 anos e desde que nasceu, sofre de um problema mental grave. Eva tem mais cinco filhos que já saíram de casa. Ela mora numa casa humilde de madeira, na Vila Luiza.

 

Eva contou que, apesar da doença, com a medicação, o filho sempre se manteve estável, mas após a morte de seu esposo ele começou a ficar mais agressivo. Depois do último surto de Robson, que aconteceu no feriado de Corpus Christi (04), dolorosamente, ela teve que amarrar o filho na cama e mantê-lo assim para sua segurança. “Meu guri me pulou, agrediu, colocou a mão dentro da minha boca. Foi o quanto meu outro filho chegou e tirou ele de cima de mim, se não ele ía me matar”, relata. A dona de casa lamenta e chora ao falar da situação, “eu tenho que amarrar ele, porque eu estou sozinha e não posso fazer nada”. Eva contou que o filho já esteve internado no Bezerra de Menezes, mas teve alta e voltou para casa. 

 

Após a confirmação da denúncia, a Rádio Uirapuru, entrou em contato com o Secretário de Saúde, Luiz Artur Rosa Filho, e ele se comprometeu a fazer os encaminhamentos necessários para ajudar dona Eva. Ele explicou que quem faz a avaliação da necessidade ou não de internação destes pacientes é o Centro de Atenção Psico-Social, o CAPS e que o procedimento pode levar de sete a dez dias. Em casos como este Luiz Artur esclareceu que o encaminhamento pode ser mais rápido, “o CAPS também pode demandar por serviços de urgência, seja no hospital da cidade, seja no hospital municipal para que esse jovem seja acolhido e medicado nessa crise atual”.

 

A secretária adjunta de saúde, Eliana Sardi Bortolon está acompanhando o caso de Robson e explicou que já há um processo em andamento solicitando a internação compulsória dele, com a recomendação da equipe técnica do Caps para que Robson seja acolhido em uma instituição terapêutica de longa permanência. De acordo com a secretária adjunta, não é claro o diagnóstico de Robson que parece ter mais de uma complicação de saúde. Ela revelou ainda que o Ministério Público está ciente da situação, mas ainda não tem certeza de que o jovem precisa ficar internado permanentemente. 

 

Às 16h de ontem, o Secretário de Saúde, Luiz Artur, confirmou a internação temporária de Robson para a próxima terça-feira (30), no Hospital Bezerra de Menezes, quando o mesmo terá um leito vago. O pedido de internação tinha sido feito no dia 04 de junho e foi agilizado após a reportagem da Rádio Uirapuru.