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Cidade

Mãe denuncia descaso de escola com filho de 7 anos

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Esteve na Rádio Uirapuru, ontem (3), uma mãe buscando ajuda. Karina Sturm é mãe de um menino de 7 anos, que estuda na Escola Estadual Alberto Pasqualini, no Bairro Santa Maria. De acordo seu relato, no dia 29, por volta das 18h ela foi avisada por uma sobrinha que seu filho estava trancado no banheiro da instituição de ensino, pois havia feito as necessidades na roupa e não tinha como sair do sanitário.

 

Karina, grávida e com o braço quebrado, foi até escola e lá constatou a presença apenas da funcionária da limpeza, que estava no portão. Entrando no local foi até o banheiro onde seu filho se encontrava sozinho em um canto, nu, com as roupas sujas.De acordo com o depoimento da sobrinha e do filho, ele teria ficado lá mais de uma hora.

 

Ela informa que no dia seguinte, bastante alterada, foi até o local e falou com a coordenadora que admitiu o fato e pediu desculpas, mas não informou se alguma atitude seria tomada. Quanto à professora, segundo alega Karina, ela disse que o menino não havia pedido para ir ao banheiro e que só teria dado falta dele quando foi avisada do fato. A professora foi até o banheiro, mas a criança não quis sair do local.

 

A Rádio Uirapuru conversou com a Direção da escola, que explicou que prestou o auxílio possível, informando que tentaram ligar para mãe, mas o número de seu celular deu caixa postal. Registrando que como o horário dos professores já tinha encerrado, deixaram o menino com a funcionária da escola.

 

A Direção registra que no dia 30, quando a mãe esteve no local, acompanhada da irmã, elas teriam ameaçado a professora. A mãe denunciou o fato na 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), no Conselho Tutelar e, inclusive, fez um boletim de ocorrência. Ela afirma compreender que às vezes incidentes podem acontecer, mas não admite que o filho tenha sido deixado nu e sozinho. Em sua opinião alguém teria que ter ficado com o menino e oferecido auxílio para que ele pudesse se limpar. Quanto ao telefone, ela disse que aquele que foi ligado é apenas um de três contatos que a escola possui.

 

O menino não quis mais ir para a instituição e está recebendo acompanhamento domiciliar. A 7ª CRE notificou que foi feito registro e que a direção será chamada para esclarecer os fatos, além disso, um trabalho será feito com a criança e com a família para que o seu retorno a escola seja o melhor possível. Ressaltando que tudo será, devidamente, averiguado. O Conselho Tutelar também irá proceder à checagem dos fatos.